15 Ago
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Coronavírus: metade dos transportes coletivos parados

por Redação

04 de Julho de 2020, 08:30

Foto Arquivo Jornal do Centro

Durante o período de férias escolares o número de serviços públicos de transporte de passageiros é menor, todavia a principal razão para ainda não se encontrarem todos os serviços em funcionamento prende-se com a reduzida procura

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Cerca de cinquenta por cento das carreiras intermunicipais já foram repostas nos 14 concelhos que fazem parte da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões, depois da fase de confinamento provocada pela pandemia da covid-19. Quase dois meses depois do desconfinamento, ainda há linhas que não estão ativas e outras que dificilmente voltarão a ser reativadas. De acordo com a CIM, “por norma durante o período de férias escolares o número de serviços públicos de transporte de passageiros é menor, todavia a principal razão para ainda não se encontrarem todos os serviços em funcionamento prende-se com a reduzida procura”.

Durante o estado de emergência, toda a rede no distrito teve de ser reformulada, desde o norte ao sul. Carreiras foram suspensas, outras apenas estiveram a funcionar com horários reduzidos. Com a retoma das aulas para os alunos do secundário, muitas das linhas tiveram de voltar para suprimir esta necessidade.

A CIM Viseu Dão Lafões lembra que durante o estado de emergência, “manteve-se em funcionamento o serviço público que liga os municípios de Viseu e de Tondela, tendo, posteriormente, sido incrementado um número significativo de serviços oferecidos às populações”. Uma retoma que se desenvolveu em duas fases. Uma a partir de quatro de maio (após o estado de emergência) e outra a partir do dia 18 do mesmo mês com a abertura do período escolar para os alunos do 10.º e 11.º ano e que se manteve até ao dia 26 de junho. “A partir do dia 29 foi definida uma nova rede, em articulação com os municípios”, esclarece.

Apesar das queixas que os munícipes têm apresentado, como aconteceu recentemente com a população de Santos Evos ou os utentes da ASSOL, a CIM diz que estão a ser encontradas soluções e que não há grandes dificuldades nesta retoma. De referir que no primeiro caso, a população queixa-se do horário desfasado. Já no segundo, o problema está no facto de algumas carreiras que fazem o transporte entre concelhos ainda não estarem reativas e os formandos da instituição não poderem, dessa forma, se deslocar.

Tanto a CIM Viseu Dão Lafões, como a do Douro e Tâmega e Sousa, que englobam também concelhos do distrito de Viseu, estão a ser encontradas soluções em articulação com os municípios e os operadores de transporte, por forma a garantir os serviços essenciais de transporte de passageiros, tem vindo a identificar as necessidades de mobilidade na região, no sentido de assegurar e restabelecer progressivamente os transportes essenciais para as deslocações das populações, dentro dos limites ditados pelas condições epidemiológicas.

A Comunidade Intermunicipal do Douro anunciou que preparou um horário de retoma do funcionamento dos transportes públicos regulares de passageiros desde o início deste mês e até ao fim do mês de setembro. A retoma dos transportes está a ser realizada de forma gradual e mediante a procura e necessidades da população. O mesmo informa a CIM Tâmega e Sousa que frisou que a realização de reuniões, de forma a garantir-se os serviços mínimos, decorrem de forma sistemática entre a operadora concessionária da rede de transportes na região, a autarquia e a autoridade dos transportes, com o objetivo de serem encontradas soluções equilibradas.

Os transportes públicos estão a funcionar de acordo com as recomendações da Direção-Geral de Saúde, nomeadamente com redução do número máximo de passageiros para 2/3 da lotação dos autocarros, de forma a garantir o distanciamento social e a segurança do posto de motorista. É ainda obrigatório o uso de máscara e/ou viseira no interior do transporte de passageiros.

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