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Covid-19: Hospital de Viseu vacina esta terça-feira os primeiros 180 profissionais

por Redação

28 de dezembro de 2020, 15:35

Foto Igor Ferreira

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Nos próximos três dias, 510 profissionais de saúde do Centro Hospitalar Tondela Viseu vão ser vacinados contra a covid-19. A vacinação começa na manhã desta terça-feira, 29 de dezembro, com a operação a ser realizada no novo drive thru. As doses chegam esta tarde à unidade de Viseu escoltadas pela GNR.

No primeiro dia, segundo as autoridades, vão ser vacinados cerca de 180 profissionais que se juntam assim aos 150 do Agrupamento de Centros de Saúde (Aces) Dão Lafões que também estão destacados para receberem as primeiras doses da vacina.

A administração desta terapêutica começou no domingo em Portugal. Eram 10h17 quando António Sarmento, diretor do Centro Hospitalar de S. João, no Porto, recebeu a vacina da Pfizer.

Na primeira fase são os profissionais de saúde a receber a vacina, seguindo-se depois os profissionais que trabalham em lares, assim como os utentes. Só depois chega à população em geral.

E entre a população, as dúvidas começam a surgir. Há uma série de interrogações quer sobre a vacina, quer sobre os efeitos secundários que poderá trazer. Há quem esteja reticente. Outros não hesitam em tomar.

Mário Festas, taxista, em Santa Comba Dão, não esconde algum receio e algumas dúvidas, Mas, ainda assim, “tomava”. “É uma boa coisa para a população e para resolver esta crise que nós temos agora”, refere.

Com dúvidas sobre possíveis efeitos secundários da vacina está Irene Marques, proprietária de um quiosque, por sofrer de esclerose múltipla. Doença à parte, “eu acho que as pessoas devem tomar e Deus queira que daqui por meio ano, nós possamos fazer uma vida normal e sermos felizes”, diz a proprietária.

Já Fernanda Mercier, proprietária de um pronto-a-vestir, admite que ainda tem dúvidas “por certas coisas que tenho ouvido” e, por isso, não quer ser vacinada.

Por outro lado, José Rui Cruz, deputado, confia “plenamente na ciência” e está pronto para ser vacinado. “Quando chegar o dia em que eu seja chamado, sem hesitação, tomarei a vacina de imediato”, garante.

Já Cabrita Grade, diretor do Aces Dão Lafões e que foi já vítima da doença, deixou o apelo para que todos manifestem a “disponibilidade” para serem vacinados. “Os riscos associados a esta prevenção, a esta terapêutica, são muito pequenos e temos de motivar quer os grupos de risco, quer, depois, a população em geral para o benefício desta vacina”, reforçou.

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