03 mar
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Covid-19: nem todos os pais concordam com as escolas abertas

por Redação

14 de janeiro de 2021, 11:25

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Nem todos os pais de Viseu concordam com as escolas abertas, naquele que será o segundo confinamento geral no país devido à Covid-19.

O confinamento entra em vigor à meia-noite desta sexta-feira (15 de janeiro) e vai durar pelo menos um mês.

Os encarregados de educação estão divididos na hora de comentar a decisão do Governo, que abrange todos os ciclos de ensino. O Jornal do Centro ouviu os pais de alguns alunos que frequentam a escola primária da Avenida, na cidade de Viseu.

Patrícia Ferreira diz que, a seu ver, as escolas deviam fechar as portas. “Sentia-me mais segura se a minha filha estivesse em casa. Eu sei que prejudica a nível do ensino, mas prefiro que a minha filha repita a quarta classe do que apanhar o coronavírus”, admite.

“Por um lado, concordo porque sinto que eles (alunos) precisam e foi muito complicado quando estiveram em casa (no último ano letivo). Notou-se que a aprendizagem regrediu um bocadinho”, afirma, por sua vez, Ana Santos, que, ainda assim, considera que se devia fechar tudo “pelo menos durante 15 dias”.

Já Elisabete Santos está ao lado do Governo, afirmando que não se pode parar nesta altura. “Em casa, as crianças não aprendem o devido. Não vale a pena insistirmos nisso. Compreendo a situação, mas é preocupante para os pais que têm de ir trabalhar e não têm onde deixar os filhos”, justifica. Esta mãe acrescenta que, no anterior confinamento, tinha dificuldade em conciliar o trabalho com a filha em casa.

Por fim, António Pinto diz que as escolas devem estar abertas “se nós tivermos cuidado para obedecermos às regras”. Para este pai, o encerramento só deveria ser tomado em último recurso “e se tivesse que ser”.

A decisão foi anunciada na quarta-feira (dia 13) pelo primeiro-ministro António Costa, que disse que a abertura das escolas seria “a única, nova e relevante exceção” neste novo confinamento.

“Iremos manter em pleno funcionamento todos os estabelecimentos educativos como tem estado a funcionar até agora”, acrescentou, sublinhando que nesta decisão foram ouvidos pais, encarregados de educação e diretores escolares.

A medida aplica-se a creches, escolas e universidades. António Costa justificou esta tomada de decisão com “a necessidade de não voltar a sacrificar a atual geração de estudantes”.

Antes de tomada a decisão, o presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares, Manuel Pereira, já defendia a abertura das escolas, assim como o Agrupamento de Escolas de Sátão. Já a Federação Regional das Associações de Pais pedia o encerramento das escolas secundárias, a mesma ideia defendida pelo diretor da Escola Secundária Alves Martins, a maior do distrito.

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