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Covid-19: oito escolas da região de Viseu na "lista negra"

por Redação

09 de outubro de 2020, 17:24

Foto D.R.

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Oito escolas e agrupamentos da região de Viseu estão na lista da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) que identifica as escolas com casos positivos de Covid-19.

A lista atualizada foi divulgada esta sexta-feira (9 de outubro) pela central sindical, abrangendo escolas com casos positivos entre alunos, docentes e funcionários.

Segundo a Fenprof, em Viseu, há casos positivos do novo coronavírus na Escola Secundária de Viriato, na Escola Básica Infante D. Henrique e no Centro de Apoio a Deficientes de Santo Estêvão.

A Fenprof indica, ainda, casos confirmados nas escolas básicas 2,3 de Penedono e de Cinfães e no Agrupamento de Escolas de Aguiar da Beira.

Em Vila Nova de Paiva, um concelho que tem sido assolado recentemente com vários infetados vindos da comunidade escolar, a Fenprof menciona o Agrupamento de Escolas e o jardim de infância de Vila Cova à Coelheira.

A nível nacional, a Fenprof subiu para 141 os estabelecimentos de ensino com registo de surtos do novo coronavírus.

Durante a manhã desta sexta-feira, a Fenprof divulgou o nome de 122 escolas públicas e privadas onde existiam ou tinham existido casos de Covid-19.

Na sequência da divulgação do documento, “houve diversos contactos estabelecidos com a Fenprof que levam à sua atualização, somando agora 141 estabelecimentos”, refere a federação em comunicado enviado para as redações.

Em cinco horas, a Fenprof foi informada de mais 23 casos, mas também teve de retirar da lista quatro estabelecimentos de ensino, por não terem registado surtos em ambiente escolar durante o atual ano letivo.

A lista de escolas divulgada hoje pela Fenprof está disponível no site da federação, que promete ir atualizando as informações.

Com a listagem de escolas, a Fenprof veio pôr em causa dados avançados na quarta-feira (dia 7) pela Direção-Geral da Saúde (DGS) que apontavam para apenas 23 surtos ativos em ambiente escolar.

A Fenprof voltou a pedir ao Ministério da Educação a lista de estabelecimentos em que já houve ou existem casos assim como o pedido para saber quais os procedimentos adotados em cada um deles.

A estrutura sindical lembra que a tutela tem dez dias para responder ao pedido e que avançará para tribunal caso passe o prazo estipulado sem que o ministério dê qualquer informação.

A Fenprof volta a criticar a forma como as autoridades estão a lidar com os surtos registados em ambiente escolar, lamentando que existam medidas distintas entre escolas.

Por norma, a pessoa infetada é colocada em isolamento profilático. No entanto, “todos os que, com ela, partilharam espaços continuam a deslocar-se às escolas, sem que seja realizado qualquer teste”, critica a federação.

Na quinta-feira (dia 8), o secretário-geral da Fenprof tinha condenado o facto de se fazerem poucos testes de despistagem, recordando que os jovens são muitas vezes assintomáticos.

“Quando surgem casos de Covid-19, a norma tem sido a não-realização de testes, pedindo-se, apenas, que cada um esteja atento à eventualidade de serem desenvolvidos sintomas sugestivos de estar infetado”, reforça o comunicado desta sexta-feira.

Além disso, acrescenta, os docentes “têm de se manter ao serviço sem realizarem qualquer teste” mesmo quando têm turmas a cumprir quarentena. 

A Fenprof volta por isso a exigir ao ministério que sejam adotados procedimentos padronizados em todos os concelhos do país e que sejam realizados testes sempre que surjam situações de Covid-19 nas escolas.

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