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Covid-19: Região de Viseu está há duas semanas com casos a diminuir, mas há exceções

por Redação

05 de dezembro de 2020, 08:00

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Há duas semanas que o número de casos covid-19 está a diminuir na região de Viseu. O valor de novos casos ainda está longe daqueles que foram reportados em outubro, mas a tendência de diminuição verifica-se. O pico foi atingido na semana entre 21 e 27 de novembro.

De acordo com as autoridades de saúde, os casos continuam a estar na comunidade, nomeadamente escolas e locais de trabalho, mas nos últimos dias registou-se um aumento em lares. Viseu, Nelas, Armamar são alguns dos concelhos que necessitaram da intervenção das brigadas e de voluntários para substituir as dezenas de funcionários que ficaram infetados. Isto numa altura em que Portugal está em estado de emergência até 23 de dezembro e as autarquias apelam à responsabilidade de cada um, desaconselhando a realização de eventos qualquer que seja o seu cariz, assim como celebrações e convívios entre familiares e amigos.

 

Equipas de saúde pública reforçadas

 

O volume de trabalho dos médicos de saúde pública aumentou na mesma razão que aumentaram também os casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus. Sem “mãos a medir”, como muitos lembram, foi necessário reforçar as equipas. Em Viseu, por exemplo, antigos delegados de saúde pública e médicos reformados, “apresentaram-se” ao serviço.

Apesar das críticas da falta de informação por parte das autoridades de saúde, algumas manifestadas por presidentes de câmara, os médicos esclarecem que tratar um só caso é um processo demorado e complexo. Ao Jornal do Centro, e salvaguardando as identidades, um médico deu o exemplo de uma criança que ficou infetada na turma. “Primeiro tivemos de isolar a criança e, neste ponto, as escolas t|em sido uma grande ajuda. A partir daí despoleta-se uma série de procedimentos que temos de fazer. Ver com quem a criança esteve mais próximo no contexto escolar, saber se se teve na explicação, se faz parte de um grupo desportivo, etc... se for esse o caso, há uma série de contactos que têm de ser feitos, às vezes chegam a uma centena, para fazer o rastreamento. Isto sem contar com a família”, descreve. Cada contacto, em média, demora 20 minutos, “isto para conseguir ter respostas que ajudam a fazer o seguimento epidemiológico do caso”, acrescenta.

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