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Descargas poluentes na ribeira de Dardavaz em Tondela. Populares confrontam presidente da Câmara(audio)

Poluição, Tondela,
 

Denúncias da poluição dos populares de Dardavaz ( som 1 )


 

Denúncias da poluição dos populares de Dardavaz ( som 2 )


12-01-2019
 

O coletor de águas pluviais que serve a zona industrial da Adiça, no concelho de Tondela continua a libertar uma substância de cor amarelada e castanha que está a contaminar as águas da ribeira de Dardavaz, afluente do Rio Criz e da Albufeira da Aguieira. 
O problema tem sido denunciado por habitantes das aldeias de DardavazAlvarim e Várzea do Homem e já chegou à Assembleia da República. 
Helena Rodrigues e Cidalina Marques, entre outros populares, foram as que mais se queixaram da contaminação da Ribeira de Dardavaz “que tem provocado a morte dos peixes”, e que as tem impedido “de semear batatas” e de plantar outros produtos agrícolas nos seus terrenos afetados por este foco de poluição. 
Pedro Soares, deputado do Bloco de Esquerda, e presidente da Comissão Parlamentar do Ambiente visitou este sábado, 12 junho, a ETAR da Adiça. Esteve também em Dardavaz. Na visita o deputado foi acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal de Tondela. José António Jesus começou por desdramatizar o problema garantindo que “o problema não é da ETAR da Adiça”, uma vez que segundo o autarca o seu “funcionamento físico” foi recentemente verificado pelos técnicos da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e pelos Serviços Especiais de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR (SEPNA). 
O autarca de Tondela, reconheceu que do ponto de vista do tratamento químico a ETAR “precisa de alguns ajustamentos”. Segundo José António Jesus as descargas que estão a contaminar a Ribeira de Dardavaz “advém do coletor emissário de efluentes pluviais que serve toda a zona industrial da Adiça e cuja rede irá ser alvo de uma ação inspetiva por parte dos técnicos da APA e do SEPNA da GNR de forma a identificar as empresas que estão a lançar químicos sem qualquer tratamento para o coletor de águas pluviais”. 
O presidente da Comissão Parlamentar do Ambiente e deputado do Bloco de Esquerda, Pedro Soares, classificou o problema de “muito grave, porque o que se está aqui a passar é o resultado de um parque industrial que não estava preparado para resolver o problema dos efluentes”. 
“É evidente que a consciência ambiental e a perceção que nós temos hoje das questões ambientais é diferente de há 30 anos, mas o facto, é que agora estamos a sofrer o acumular desta falta de soluções e com a inexistência de equipamentos para o fazer” sublinhou. 
Pedro Soares reconheceu também que agora “o município e as entidades responsáveis por estas matérias estão com dificuldades em ultrapassar esse passivo ambiental, que é bastante, mas que terá de ser obrigatoriamente ultrapassado”. 
O presidente da Comissão Parlamentar do Ambiente alertou para “o facto de estes efluentes contaminados irem parar a linhas de água que vão desaguar na Barragem da Aguieira que tem um papel fundamental no abastecimento de água a várias áreas urbanas”. 





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