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Em Viseu, Jerónimo de Sousa defendeu regionalização e mais soluções do que restrições para a pandemia

por Redação

14 de janeiro de 2021, 11:26

Foto Igor Ferreira

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Foi uma ação de campanha presidencial sem candidato, mas com o secretário-geral. Jerónimo de Sousa foi quem discursou na sessão que o PCP promoveu na noite de quarta-feira, em Viseu, e que levou para o debate público a falta de coragem de se avançar com a regionalização.

“Nesta matéria são conhecidas as posições de Marcelo Rebelo de Sousa contra a regionalização e o seu papel na farsa da descentralização e simulacro de democratização das CCDR e o processo de transferência de encargos para as autarquias locais acordado em 2018, entre o PS e o PSD. Uma farsa porque é uma forma enviesada de fugir e negar o comando constitucional que preconiza a regionalização do país. Porque é que demoram tanto? Pois o PCP considera fundamental que a regionalização, como a Constituição afirma, é uma questão fundamental para o desenvolvimento do paóis e combater as assimetrias regionais”, discursou Jerónimo de Sousa para uma plateia que ocupou, conforem mandam as regras sanitárias, parte do auditório Mirita Casimiro.

E no dia em que o primeiro-ministro anunciou as medidas de um novo confinamento, Jerónimo de Sousa pediu equilibro entre as restrições e a vida dos portugueses e disse que “as restrições são muitas, mas o Governo aponta poucas soluções”.

“Nós consideramos que é fundamental levar a sério as medidas de proteção sanitária tendo em conta a dimensão da epidemia. Sim, tomemos essas medidas com sentido de responsabilidade. Mas queremos ouvir mais”, frisou.

Na opinião do líder do PCP, “não basta propor restrições”, tem também de haver “possibilidades de reforço do Serviço Nacional de Saúde, de profissionais e de camas”, e de se criar “as condições para que esses profissionais vejam garantidos os seus próprios direitos”.

“Estamos de acordo, mas esta questão do confinamento que alguns dizem fundamental, incontornável, levanta uma questão: é que podemos todos confinar-nos, acabamos com as transmissões do vírus, o problema é que podemos acabar com a vida”, considerou.

Neste âmbito, Jerónimo de Sousa disse que as medidas de proteção também devem permitir “que os portugueses, os pequenos e médios empresários, os homens da restauração, aqueles que hoje são vítimas desta pressão tremenda em relação ao confinamento, encontrem uma forma de respirar, de continuar com as suas atividades”.

O líder comunista aludiu aos “problemas que se estão a acumular com esses confinamentos, com essas limitações, das doenças, designadamente doenças mentais, do atraso das consultas, dos exames, das intervenções cirúrgicas”, e alertou para “os efeitos tremendos que isto tem na vida das pessoas que, cada vez mais confinadas, sentem as limitações e algumas até abdicam de viver”.

“O ser humano não está para ser confinado. O ser humano precisa do convívio, da dimensão social, cultural, de fruir a vida”, realçou, acrescentando que é por isso que tem de ser encontrado um equilíbrio.

Jerónimo de Sousa terminou o seu discurso com uma mensagem de esperança de que será possível sair da situação provocada pela pandemia de covid-19.

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