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Empresa desiste das obras de ampliação das urgências do Hospital de Viseu

 

Marta Temido

Ministra da Saúde


 

Almeida Henriques

Presidente da Câmara de Viseu


 

Fernando Bexiga

Presidente da Liga dos Amigos do Centro Hospitalar Tondela-Viseu


12-07-2019
 

A empresa escolhida para fazer as obras de ampliação das urgências do Hospital de Viseu desistiu do projeto. Em causa está uma espera de dois anos desde a adjudicação, em concurso público, até à autorização do Governo para avançar com os trabalhos.

O conselho de administração do Centro Hospitalar Tondela-Viseu está a analisar os argumentos apresentado pela empresa espanhola Grupo SANJOSE e prepara-se para encontrar uma outra empresa para a obra arrancar, dentro dos prazos estipulados.

A ministra da Saúde, Marta Temido, disse que a construtora não aceitou o ato de consignação, assinado há cerca de duas semanas.

“O Hospital está a contactar os outros concorrentes, para realizar a obra. Naturalmente, vamos adaptar e o objetivo central é garantir que um outro concorrente realize a obra e que este se inicie no mais curto prazo possível”, afirmou acrescentando que o Ministério está a acompanhar o processo “em permanência” com a Administração Regional de Saúde do Centro.

No concurso inicial concorreram três empresas e a solução pode passar pelo convite a essas mesmas companhias. O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, acha que esta possibilidade é pouco provável.

“Vamos ver se os construtores vão aceitar fazer a obra pelo preço que está. Entre o que está em primeiro lugar e o terceiro, há uma diferença de 50 mil euros. Além do atraso do Ministério das Finanças, que é o grande responsável porque tem de disponibilizar o dinheiro, isto está a prejudicar o custo. Esta obra poderia ter tido um determinado custo e vai agora custar mais”, opina.

Já o presidente da Liga dos Amigos do Centro Hospitalar, Fernando Bexiga, fala de uma situação caricata.

“Lamento o atraso numa situação destas de uma urgência que, há cinco anos, está à espera de ser alargada. É inacreditável que tenhamos de esperar este tempo todo e, quando a situação está para se resolver, se demore dois anos para pedir o visto do Tribunal de Contas, o que faz com que a empresa diz, com razão, que os custos são outros e que recusa a obra”, diz ao Jornal do Centro.

Fernando Bexiga lamenta ainda que se continue a burocratizar processos como o da ampliação das urgências do Hospital de S. Teotónio e a atrasá-los, castigando os utentes.





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