A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

Enfermeiros estiveram esta quarta-feira nas ruas de Viseu

Viseu, enfermeiros, greve, manifestação
 

João Nogueira

Enfermeiro


 

Renato Santos

Enfermeiro


 

Sofia Loureiro

Enfermeira


 

Alfredo Gomes

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses


28-11-2018
 

Cerca de 50 enfermeiros do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Dão Lafões e do Centro Hospitalar Tondela-Viseu manifestaram-se esta tarde de quarta-feira (28 de novembro) nas ruas de Viseu.

Os profissionais demonstraram o seu descontentamento, caminhando desde a sede do ACES até ao Hospital de S. Teotónio e entregando petições às direções das duas instituições públicas. Três enfermeiros aceitaram falar ao Jornal do Centro sobre as suas situações.

João Nogueira, profissional da classe há cerca de 20 anos, queixa-se de ter sido injustiçado por causa da carreira, que está congelada. “Estou na base. Foram contados mal os pontos e a progressão foi uma ilusão, porque não aconteceu nada. Tive muitos poucos pontos, não progredi e ganho o mesmo que um não-licenciado”, denuncia.

Enquanto Renato Santos, enfermeiro há 13 anos, portador de um contrato individual de trabalho, queixa-se do baixo vencimento; Sofia Loureiro fala da falta de pessoal nos hospitais e centros de saúde.

“Viemos dizer que pessoas competentes no local do trabalho também prestam melhores cuidados. Com mais enfermeiros, os cuidados serão melhores e os utentes serão melhor atendidos”, considera Sofia.

O protesto foi acompanhado por uma greve. O sindicalista Alfredo Gomes, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, diz não ter dados sobre a paralisação, mas, em declarações ao Jornal do Centro, acredita que os enfermeiros aderiram de forma significativa à luta.

“Sabemos que a adesão é bastante grande, porque, ainda que hajam muitos enfermeiros vindos do Hospital, a maioria dos que estão concentrados são dos centros de saúde, o que quer dizer que estão fechados do meio-dia às 20h00”, detalha.

Os enfermeiros protestaram pelo descongelamento das progressões nas carreiras de todos os profissionais da área, pelo pagamento do suplemento remuneratório aos enfermeiros especialistas e pela admissão de mais colegas, bem como contra a imposição de horários superiores às 35 horas semanais.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT