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Escolas com autonomia recebem objetivos ambiciosos, afirma diretor de agrupamento

 

Alcides Sarmento

Diretor do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira


 

Alcides Sarmento nega que haja um desbaratar de dinheiro no processo


14-03-2019
 

As escolas com contratos de autonomia cumprem menos de 40% (por cento) dos objetivos definidos, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas divulgada esta quinta-feira (14 de março), que recomenda ao Governo a reformulação dos contratos.

A redução do abandono escolar e o aumento do sucesso académico são dois dos principais objetivos do projeto de autonomia das escolas iniciado em 2007 e que agora foi alvo de uma auditoria que analisou 30 casos.

Segundo o documento, estas metas só foram atingidas em parte. No caso do sucesso escolar, por exemplo, só 32% dos objetivos foram atingidos: em 239 medidas propostas, 76 foram conseguidas. Já no que toca ao abandono escolar, a taxa de sucesso foi muito superior (64%), já que foram atingidos 26 dos 41 objetivos propostos.

O Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira é um dos estabelecimentos de ensino com autonomia no distrito de Viseu. O diretor da instituição, Alcides Sarmento, explica que, em grande parte das escolas autónomas, são definidos objetivos ambiciosos que não se conseguem alcançar.

Mesmo assim, o responsável afirma que o Agrupamento de Moimenta da Beira não está abrangido nos dados do Tribunal de Contas. “Não nos incluímos nesses 40%. Poderemos não ter atingido uma ou outra meta, mas grande parte dela foi atingida, nomeadamente na questão do abandono escolar, que já está muito ultrapassada”, explica.

Alcides Sarmento afirma mesmo que a entidade a que lidera não tem atualmente taxas de abandono e revela que os indicadores de sucesso escolar melhoraram significativamente na instituição. “Já não temos grandes índices de insucesso, seja no ensino básico ou no secundário”, frisa.

O dirigente acrescenta que a autonomia só levou mais um profissional para os estabelecimentos de ensino aderentes, como professores ou assistentes sociais, rejeitando que tivesse havido um desbaratar de dinheiro neste processo.

Alcides Sarmento afirma que Moimenta da Beira só recebeu um psicólogo como contrapartida do Ministério da Educação. “Não houve propriamente um desperdiçar de recursos e tenho a certeza de que as escolas que não conseguiram atingir as metas aproveitaram muito bem esses recursos”, remata.





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