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Estudo australiano que revela ser possível retardar vindima no Douro

02-12-2019
 

Investigadores australianos venceram o prémio ADVID com um estudo que revela ser "possível retardar" a data da vindima "com pouco ou nenhum" impacto no vinho, anunciou a Associação de Desenvolvimento da Viticultura Duriense (ADVID).

A ADVID, com sede em Vila Real, instituiu em 2007 um prémio anual para atrair investigadores de diversas áreas científicas para as especificidades técnicas, culturais e sociais da vitivinicultura da Região Demarcada do Douro.

A ADVID anunciou que o júri elegeu como vencedor o trabalho desenvolvido por uma equipa de investigadores australianos da CSIRO Agriculture & Food - Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation.

Segundo explicou a associação, em comunicado, o “estudo mostra que é possível retardar a maturação e, portanto, a data de vindima, através da realização de tratamentos à vinha com uma fito-hormona (regulador de crescimento), sem perdas de rendimento e com pouco ou nenhum impacto no vinho”.

Acrescentou que “em locais onde se verifica uma maior pressão na vindima, com problemas associados à reduzida janela de oportunidade para a colheita no momento ideal, um atraso na maturação pode permitir a colheita da uva no estado desejado de maturação, o seu processamento e vinificação sem grandes aumentos na capacidade de armazenamento”.

O estudo foi coordenado pelo investigador Christopher Davies e tem como nome original “Understanding and manipulating small signalling molecules to affect the yield/flavour (‘quality’) nexus”.

O prémio ADVID é atribuído anualmente a um investigador profissional, aluno de licenciatura, mestrando ou doutorando, qualquer que seja a sua nacionalidade, que tenha publicado trabalho inédito em qualquer área científica, com relevante importância para a vitivinicultura da Região Demarcada do Douro.

A investigação australiana venceu a edição 2017 do prémio. O galardão é atribuído a um trabalho desenvolvido no ano anterior, pelo que deveria ter sido anunciado em 2018.

No entanto, no ano passado verificaram-se atrasos no processo e só agora a ADVID anunciou o vencedor e a entrega do prémio, no dia 13 de dezembro, no Regia Douro Park - Parque de Ciência e Tecnologia de Vila Real.

Em cada ano o prémio recebe também o nome de uma personalidade que tenha sido marcante para o desenvolvimento da Região Demarcada do Douro.

Nesta edição, a ADVID homenageou Fernando Guedes (1930-2018), um dos primeiros enólogos portugueses diplomados e “impulsionador do crescimento internacional” da SOGRAPE.

De acordo com a associação, Fernando Guedes estudou enologia em França e, ao longo do seu percurso profissional, esteve sempre o objetivo de “consolidar, modernizar e fazer crescer a empresa que viu nascer, levando os vinhos Portugueses aos quatro cantos do mundo".

O enólogo foi condecorado em 2017 pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Grã-Cruz da Ordem o Infante D. Henrique, e esteve, até ao ano 2000, à frente da empresa responsável por marcas como Mateus Rosé, Sandeman e Barca Velha.

 





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