02 Abr
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Eutanásia divide viseenses

por Redação

20 de Fevereiro de 2020, 12:38

Foto Arquivo Jornal do Centro

Referendo em discussão esta tarde no Parlamento

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20 Fev 2020

A opinião dos viseenses sobre a eutanásia

A eutanásia não reúne consenso entre os cidadãos viseenses. O Jornal do Centro foi para a rua ouvir a opinião dos populares sobre o tema, que está a ser discutido esta quinta-feira (20 de fevereiro) na Assembleia da República.

Em debate, estarão cinco projetos de lei para a despenalização da morte assistida, do Bloco de Esquerda, PS, PAN, Partido Ecologista “Os Verdes” e Iniciativa Liberal, que preveem essa possibilidade sob várias condições.

As pessoas mais velhas mostram-se contrárias à morte assistida, enquanto os mais jovens são mais recetivos. A maioria das pessoas ouvidas pelo Jornal do Centro também é a favor de um referendo sobre o tema.

“Se eu estiver em estado de sofrimento, em que não consigo fazer a vida de acordo com o que quero e nem consigo disfrutar, acho que o melhor é mesmo optar pela morte assistida”, disse um dos cidadãos questionados.

Já em opinião contrária, uma outra cidadã afirmou: “Eu quero morrer quando Deus me der a morte”.

Quanto ao referendo, há quem concorde porque considere que os deputados do Parlamento não têm de decidir pela população.

“Politicamente, provavelmente aceitaria que houvesse referendo. Pessoalmente, entenderia que seria de rejeitar”, opinou uma outra pessoa questionada pelo Jornal do Centro.

“Acho que o referendo seria melhor porque os deputados podem ser pressionados pela ideologia do partido”, disse um outro viseense.

Em relação à prática da eutanásia, uma jovem cidadã diz que é a favor, porque “toda a gente tem o direito à vida, por isso também estou pelo direito à morte”, mas há quem diga que a vida não é para referendada.

73% dos portugueses “aprovam” a eutanásia

Já segundo um estudo nacional realizado pela plataforma Multidados.com, 73% (por cento) dos portugueses dizem ser a favor da eutanásia. De acordo com a inquirição, aqueles que são contra apontam a religião como causa principal para essa opção.

Segundo a Multidados.com, a maioria dos portugueses – 85,5% - é a favor da discussão do tema, mesmo que apenas 13,6% dos inquiridos admita conhecer perfeitamente o assunto, enquanto 56,5% diz conhecer o tema razoavelmente.

80,8% dos inquiridos são a favor de um possível referendo. Destes, 67,8% votariam a favor da despenalização.

Caso a despenalização avançasse, 61,1% dos portugueses considera que esta deveria ser administrada pelos médicos. No que toca à condição psicológica dos doentes, a maioria – 73,9% - considera que deve haver avaliação psicológica. 

Relativamente à decisão final sobre a existência ou não de eutanásia, 75,8% dos inquiridos considera que esta deve ser tomada pelo doente. O local onde a eutanásia deve ocorrer seria, para 36,9%, um hospital, seguido por outra opção à escolha do doente (31,3%).

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