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Eutanásia vota-se esta quinta-feira

por Redação

20 de Fevereiro de 2020, 09:00

Foto Arquivo Jornal do Centro

Lembramos as reações dos deputados de Viseu à matéria, que estará em debate no Parlamento

CLIPS ÁUDIO

A eutanásia vai ser debatida esta quinta-feira (20 de fevereiro) na Assembleia da República.

Em debate, estarão cinco projetos de lei para a despenalização da morte assistida, do Bloco de Esquerda, PS, PAN, Partido Ecologista “Os Verdes” e Iniciativa Liberal, que preveem essa possibilidade sob várias condições.

Vários deputados do Parlamento, eleitos por Viseu, revelaram, nos últimos dias e ao Jornal do Centro, as suas posições sobre este tema que divide a sociedade portuguesa e já deixou as religiões manifestarem-se contra, incluindo a Igreja Católica.

Os parlamentares viseenses encontram-se divididos sobre o tema e não há sequer posições iguais no mesmo partido.

PSD

Do lado do PSD, os parlamentares Pedro Alves, Carla Antunes e António Lima Costa assumiram-se contra a morte assistida. Pedro Alves, também presidente da distrital laranja de Viseu, também está entre os deputados do Partido que avançaram esta semana com um pedido de referendo sobre a despenalização da eutanásia.

No entanto, o vice-presidente do grupo parlamentar social-democrata, Adão Silva, classificou como “exercício inconsequente” a iniciativa dos deputados e garantiu que não será agendada por ir contra as orientações da direção do PSD.

Carla Antunes, que considerou que a eutanásia estava a ser tratada à pressa, não revelou se era a favor ou contra do referendo – defendendo apenas uma discussão alargada –, assim como António Lima Costa, que disse não ter uma posição fechada sobre o referendo. Este último deputado também não justificou a sua posição contra a eutanásia.

PS

Já na bancada do PS, Lúcia Silva e José Rui Cruz demonstraram a sua posição favorável sobre a matéria e defenderam que os parlamentares devem decidir neste assunto.

“A pessoa tem a liberdade de tomar as suas decisões vitais ao longo da vida e também deve ter liberdade para ter um espaço legalmente reconhecido da decisão quanto à sua própria morte”, defendeu Lúcia Silva. Os dois deputados sustentaram que, em causa, não está o suicídio, mas o fim do sofrimento extremo, num ato que, acrescentam, tem que ser sempre uma decisão individual, livre e esclarecida.

Só a deputada natural de Cinfães, Graça Reis, revelou que não iria votar a favor. A parlamentar afirmou não ter ainda uma posição clara, mas garantiu ser também uma defensora “dos direitos da vida”, argumentando ainda que não se sente muito confortável em julgar uma decisão que diz respeito a outra pessoa. Graça Reis também revelou não concordar com a realização do referendo.

Até agora, o socialista João Azevedo e o social-democrata Fernando Ruas não revelaram ao Jornal do Centro as suas posições sobre a eutanásia. Enquanto João Azevedo fechou a sua posição, já Ruas só irá revelar o seu sentido de voto nesta quinta-feira.

Nas outras reações fora da política, destaca-se a do bispo de Viseu. D. António Luciano defendeu recentemente que “matar alguém é sempre um crime” e sustentou que a vida deve ser respeitada desde a conceção até à morte natural.

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