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Ex-autarca da Guarda na mira de megaoperação da PJ

12-06-2019
 

O ex-presidente da Câmara da Guarda, Álvaro Amaro, é um dos alvos da megaoperação da Polícia Judiciária (PJ) que investiga um alegado esquema fraudulento de viciação de procedimentos de contratação pública.

A notícia é avançada pelo jornal Correio da Manhã. O ex-autarca e homem forte do PSD, que também esteve ligado ao Movimento pelo Interior, é indiciado pela prática de negócios suspeitos realizados antes de abandonar o cargo autárquico para poder concorrer ao Parlamento Europeu.

Álvaro Amaro encontra-se atualmente fora do país, mas será constituído arguido quando regressar a Portugal.

A operação “Rota Final” incluiu buscas em 18 autarquias das regiões Norte e Centro, incluindo Armamar, Cinfães, Lamego, Moimenta da Beira e Tarouca, e em empresas e entidades públicas.

Além das câmaras municipais visadas, a empresa de transportes Transdev, que opera em grande parte dos concelhos em causa, também é visada na investigação da PJ.

As buscas foram realizadas pela Diretoria do Norte da PJ, com o apoio de vários departamentos de investigação criminal e da Diretoria do Centro, no âmbito de um inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra.

Ao todo, foram 50 as buscas realizadas, envolvendo 200 elementos da Polícia Judiciária - inspetores, peritos informáticos, peritos financeiros e contabilísticos.

“Mediante atuação concertada de quadros dirigentes de empresa de transporte público, de grande implementação em território nacional com intervenção de ex-autarcas a título de consultores, beneficiando dos conhecimentos destes, terão sido influenciadas decisões a nível autárquico com favorecimento na celebração de contratos públicos de prestação de serviços de transporte, excluindo-se das regras de concorrência, atribuição de compensação financeira indevida e prejuízo para o erário público”, afirma a PJ, em comunicado a propósito deste caso.

Também no recrutamento de funcionários se terão verificado situações de favorecimento, ainda segundo a PJ.

A investigação prossegue “para determinação de todas as condutas criminosas, seu alcance e respetivos agentes”, esclarece a polícia.





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