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Falta de segurança justifica encerramento de troço da EN16 na região de Lafões

 

Rui Ladeira

Presidente da Câmara de Vouzela


 

Rui Ladeira diz que o acesso ao troço só será permitido aos residentes locais


 

Vítor Leal

Presidente da Termalistur


 

Vítor Leal admite que os aquistas vão ficar descontentes


12-07-2019
 

O troço da Estrada Nacional 16 entre Vouzela e as Termas de S. Pedro do Sul fica cortado ao trânsito a partir desta sexta-feira (12 de julho), por falta de segurança, e sem data prevista de reabertura.

A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) justifica a medida com a existência de fissuras no pavimento, com possível interferência com o muro de suporte.

Ao Jornal do Centro, o presidente da Câmara de Vouzela, Rui Ladeira, diz que, apesar de concordar com o fecho da via, teme que a medida não seja benéfica. O autarca lembra que há muito tinha alertado para o perigo do troço, que tem aproximadamente dois quilómetros e onde é reivindicada a requalificação da estrada.

“Se a estrada fosse corrigida, resolviam-se os problemas estruturais. Há mais de um ano, houve um abatimento da estrada, à saída de Vouzela, e, perante a presença dos governantes no concelho, nomeadamente o primeiro-ministro e o ministro das Infraestruturas, alertei publicamente que havia necessidade de fazer a requalificação da via e particularmente a correção do abatimento. Até agora, não se verificou essa resolução”, conta o autarca.

Rui Ladeira revela ainda que, a partir desta sexta-feira, o acesso ao troço entre Vouzela e as Termas de S. Pedro do Sul só vai ser possível para os residentes.

“Para todos os restantes fluxos, incluindo empresas e pessoas que vêm a partir da A25 e passem pelas Termas de S. Pedro do Sul e pelas zonas industriais de Vouzela e Oliveira de Frades, não vai ser possível circularem. Têm de, nas Termas de S. Pedro do Sul, virar neste caso para a zona de Calvos e depois na direção de Vouzela para retomarem à Zona Industrial e subirem para a A25”, explica.

O presidente da autarquia vouzelense acrescenta que, por enquanto, não foram assumidos prazos para a resolução do problema, visto a necessidade de cumprir os procedimentos e precisar do visto do Tribunal de Contas. “Vamos ter um constrangimento muito sério”, assume.

Já Vítor Leal, presidente da Termalistur, empresa municipal que gere as Termas de S. Pedro do Sul, admite o “esforço acrescido” ao nível da informação a prestar todos os dias aos aquistas, mas diz estranhar a medida.

“Já vai há mais de um ano o tempo em que a estrada está nestas condições e só agora é que a IP se lembra de fechá-la, numa altura em que a mesma está a ser repavimentada. É algo muito estranho, poderia ter sido feita uma intervenção urgente por causa do perigo de derrocada, mas não posso colocar um timing de qualquer modo porque não está prevista a sua reabertura”, afirma.

Vítor Leal não tem dúvidas de que as pessoas que queiram chegar às termas sampedrenses vão ficar descontentes. “Não vão gostar do que vão encontrar e vão dar uma ideia de quase terceiro mundo, em que, para chegar às Termas, tem de se andar às voltas e às voltas para conseguir chegar. S. Pedro do Sul tem muito a perder em termos de imagem”, admite.

Já em comunicado, os promotores de uma petição que revindicava precisamente a requalificação do troço da Estrada Nacional 16 referem que o encerramento da via “traz consequências económicas, sociais e de segurança gravíssimas para as populações e empresas da região e para os milhares de turistas que nos visitam” e acrescentam que o encerramento decidido pela IP é a “prova cabal do total abandono” que consideram que a estrada tem tido por parte da tutela.

Segundo Telmo Antunes, presidente da Assembleia Municipal de Vouzela, a IP começou na segunda-feira (dia 8) a alcatroar a estrada. “A informação foi dada a Rui Ladeira na quarta-feira, pelo responsável do instituto no distrito de Viseu”, numa reunião que aconteceu “dois dias depois de começarem a alcatroar” a estrada, o que “denota uma falta enorme de planeamento para a sua requalificação”.





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