15 Ago
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Feira semanal de Viseu recupera atividade

por Redação

07 de Julho de 2020, 18:33

Foto Arquivo Jornal do Centro

CLIPS ÁUDIO

Com a reabertura, há cerca de um mês e meio, a feira semanal começa a recuperar a sua atividade habitual. Esta terça-feira (7 de julho), em contraste com a reabertura, verificou-se uma reduzida afluência ao recinto, sem grandes filas de espera.

Apesar do controlo das duas entradas disponíveis e a desinfeção obrigatória à entrada, o distanciamento social entre os visitantes era inexistente, sobretudo, junto das bancas. Ao contrário do que se verificou em maio, a organização do recinto já assume o formato anterior à pandemia. Mas as bancas, de uma forma geral, respeitam o distanciamento social e a utilização de máscara. Apesar de se verificar alguns visitantes sem máscara, na sua maioria, também cumprem as normas de proteção individual.

Para a feirante Tânia Gomes, o tempo de espera nas filas acaba por afastar muitos dos clientes. “A feira poderia estar melhor se deixassem entrar mais pessoas. Ter que esperar meia hora ou mais, é normal que as pessoas desistam e vão embora”. Apesar de ser o tempo dos emigrantes, a feirante considera que “só em agosto é que vamos notar, agora ainda são muito poucos”.

Ainda que seja reduzida, a presença de emigrantes começa a sentir-se entre as bancas. Manuel Sobral, emigrante há mais de 25 anos, afirma que não é adepto do uso da máscara obrigatório. “Na Suíça podemos andar normalmente, aqui em qualquer lado temos que usar. A meu ver, na feira nem era preciso, até porque é ao ar livre”, refere. Como português, admite que “preferia estar cá durante estes tempos, até abrandar”.

Jorge Figueiredo, viseense e cliente assíduo, confessa que as normas de segurança deveriam ser reforçadas no interior do recinto e que apenas se deslocou ao local por necessidade. “Temos as autoridades nas entradas e o desinfetante, mas cá dentro as pessoas circulam como querem e não há regras. Como se diz, salve-se quem puder”. Por outro lado, o visitante reconhece que “os feirantes têm feito um esforço para tranquilizar as pessoas”.

António Costa, feirante “já há uns bons anos”, é da opinião que a feira está a demorar a recuperar e que mantém uma atividade reduzida. “As pessoas ainda têm muito medo de vir. Os nossos clientes são idosos que, muitas vezes, ou não conseguem esperar nas filas ou evitam os transportes”, refere. À semelhança da feirante Tânia Gomes, considera que o tempo de espera afugenta “os poucos clientes que passam por aqui”. Acredita que “o futuro dos feirantes não é risonho. A pandemia veio aproximar o fim das feiras, mas esperemos por uma vacina e que tudo se resolva o quanto antes”.

A expectativa de melhorias paira nos rostos dos feirantes e visitantes. Para Emília Maravilha, feirante há 32 anos, a esperança impera numa “uma guerra sem armas, como costumam dizer, as próximas semanas irão ser melhor”.

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