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Frio na esquadra de Lamego da PSP causa polémica

PSP, Lamego, polémica, frio
 

Hélder Amaral

Deputado do CDS na Assembleia da República


 

Vítor Rodrigues

Comandante distrital da PSP de Viseu


 

José Santos

Dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da PSP


 

José Santos desconhece a existência de ares condicionados em Lamego


11-01-2019
 

A polémica instalou-se na PSP por causa do alegado frio que os agentes da polícia passam na esquadra da força policial em Lamego, com declarações contraditórias entre o comandante distrital de Viseu e uma associação sindical dos polícias. A questão foi levantada pela bancada parlamentar do CDS, que questionou o Governo sobre o problema.

Em declarações ao Jornal do Centro, o deputado centrista eleito por Viseu, Hélder Amaral, disse que há várias queixas sobre o facto de a instalação elétrica do edifício não permitir o uso de qualquer tipo de aquecimento, numa situação que o político considerou inaceitável.

“Torna-se quase impossível nas condições atuais para os agentes, que não têm condições mínimas de fazer a sua atividade e proteger as pessoas e os bens. Não conseguem sequer trabalhar porque o edifício não tem as condições necessárias, que são exigíveis do Estado de Direito e é uma obrigação mínima do Estado”, denunciou.

Com o clima cada vez mais rigoroso, por causa das baixas temperaturas, e as condições degradantes da esquadra, o CDS perguntou à tutela se tem conhecimento da situação e se pondera resolvê-la com a autarquia local – que cedeu o edifício à força de autoridade.

Contactado pelo Jornal do Centro, o comandante da PSP de Viseu, Vítor Rodrigues, desmentiu a situação, afirmando desconhecer de onde veio tal facto, e garantiu que o problema já estava resolvido. Contudo, o responsável admitiu que a PSP teve um problema há alguns anos em Lamego, que tinha a ver com a rede elétrica.

“Implicou que, ainda no ano passado e com o apoio da Câmara Municipal, houvesse uma repartição entre quadros com a ligação dos aquecedores para que no tempo mais frio não provocasse o seu disparo”, explicou. Vítor Rodrigues também esclareceu que a PSP de Lamego recebeu ares condicionados nas instalações.

Ora, o dirigente da Associação Sindical dos Profissionais da PSP, José Santos, disse que o comandante distrital está a mentir e garantiu que a questão da instalação elétrica é “muito antiga” e arrasta-se há cinco anos.

“Obviamente como está muito frio ao ligarem-se os aquecedores dispararam os quadros, uma vez que tem de estar tudo desligado para haver energia pelo menos para os computadores. Retiram-se os aquecedores e ligam-se os ares condicionados para termos energia só para a informática e as telecomunicações”, afirmou.

José Santos disse ainda que, por causa do frio, teve de deixar de trabalhar porque tinha mãos tão geladas, de tal modo que não conseguia sequer escrever no teclado do computador. “Foi-me sugerido não ligar o ar condicionado para aquecermos o espaço e muita gente até abandonou o local porque, assim que se desligavam os equipamentos, disparavam o quadro elétrico”, contou.

O sindicalista acrescentou que a instalação elétrica não aguenta o aumento de potência e garantiu que não tem conhecimento dos ares condicionados que Vítor Rodrigues referiu. “Não estão instalados no edifício e, mesmo que estivessem, eles tinham de ser desligados porque o quadro dispara com os equipamentos ligados”, concluiu.





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