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Há sete bombas da região de Viseu que não têm combustível (atualizado)

 

Fátima Lopes

Distribuidora de publicidade


 

José António Ferreira

Condutor


 

Sérgio Silva

Funcionário das bombas de gasolina da Rotunda Carlos Lopes (Viseu)


12-08-2019
 

Sete bombas do distrito de Viseu não têm combustível disponível na tarde desta segunda-feira (12 de agosto), o primeiro dia da greve dos motoristas de matérias perigosas.

Na capital da região, os postos da BP junto ao Colégio da Via-Sacra e da Repsol na Rua Pedro Álvares Cabral continuam sem gasolina e gasóleo, segundo o site Já Não Dá Para Abastecer. O espaço da BP secou ainda na passada sexta-feira (dia 9).

Noutros concelhos do distrito, não há combustível na Galp de Tondela, na Alves Bandeira de Canas de Santa Maria, no Pingo Doce de Carregal do Sal, no Intermarché de Castro Daire e na Prio de Carvalhais (S. Pedro do Sul). A Prio da Estrada Nacional 229, na fronteira entre Viseu e Sátão, não tinha nada na parte da manhã, mas já passou a ter gasóleo.

As duas bombas de Viseu que integram a rede estratégica nacional de postos de abastecimento - as Galp da Rotunda Carlos Lopes e de S. João de Lourosa - têm todos os combustíveis disponíveis. Noutros postos do perímetro urbano da cidade, visitados pelo Jornal do Centro, falta sobretudo gasóleo, que acabou no último fim de semana.

Estes são alguns dos efeitos da paralisação que começou à meia-noite desta segunda-feira. Hoje, nas bombas de Viseu, o dia está a decorrer com normalidade. Fátima Lopes, distribuidora de publicidade, foi colocar combustível para o carro que usa no trabalho não ficar parado. “Precisávamos de atestar o depósito. Vamos ver como é que vamos fazer o dia. Quando o combustível acabar, vamos ter de atestar outra vez com o que está disponível”, conta.

José António Ferreira meteu gasolina como num dia normal e disse que, ao contrário de muita gente, não foi a correr para as bombas por causa da greve. “Acho que isto (combustível) resolve-se. A greve não sei, mas penso que o combustível não vai faltar”, afirmou acrescentando que defende o cenário de requisição civil caso não sejam cumpridos os serviços mínimos.

O posto de combustível junto à Rotunda Carlos Lopes é um dos dois da cidade viseense que integra a rede estratégica nacional. Sérgio Silva, funcionário das bombas, garantiu que há combustível para toda a gente, “sem falhas”. “O gasóleo dá para duas semanas, se for aos 15 litros [limite máximo de abastecimento determinado para o público em geral]”, disse.

Esta segunda-feira é o primeiro dia de greve dos motoristas de matérias perigosas, um protesto que não tem previsão para terminar. Os profissionais vão deixar de cumprir os serviços mínimos, afirmou o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques.

Já o primeiro-ministro António Costa afirmou que o cumprimento dos mesmos serviços mínimos na greve mudou "da manhã para tarde" e anunciou a convocação de um Conselho de Ministros eletrónico ao final da tarde para avaliar a necessidade da requisição civil. O chefe do Governo adiantou ainda que já estão a ser realizados transportes conduzidos pela GNR ou pela PSP.





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