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Incêndios: Centro de estudos de Coimbra apela ao envio de informação

Incêndios, Universidade de Coimbra
10-04-2018
 

O Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial, da Universidade de Coimbra, apelou a quem tenha vivenciado os incêndios de outubro de 2017 para que colabore com o envio de informações.

“Apelamos a quem tenha imagens, vídeos ou simples testemunhos que nos permitam fazer a reconstrução deste trágico evento, e que esteja na disposição de os partilhar, que o faça através do seguinte endereço: https://arcg.is/1OG0C0”, lê-se numa nota informativa enviada à agência Lusa.

A estrutura liderada por Domingos Xavier Viegas recorda ainda à, “semelhança do que ocorreu após os incêndios de junho, o Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI (Universidade de Coimbra) foi mandatado pelo Governo português para analisar o comportamento do fogo e os acidentes pessoais relacionados com os grandes incêndios florestais que assolaram a região Centro entre os dias 14 e 16 de outubro de 2017”.

O centro de estudos sugere em alternativa que a informação seja enviada para ceif@adai.pt.

Os incêndios de outubro de 2017, que atingiram 36 concelhos da região Centro, provocaram 49 mortos e cerca de 70 feridos, e destruíram total ou parcialmente perto de 1.500 casas e cerca de meio milhar de empresas. Registaram-se ainda alguns fogos na região Norte.

Extensas áreas de floresta e de terrenos agrícolas foram igualmente destruídas pelos fogos de 15 e 16 de outubro de 2017, que afetaram de forma mais grave os municípios de Castelo de Paiva e Vagos, no distrito de Aveiro; Oleiros e Sertã (Castelo Branco); Arganil, Figueira da Foz, Lousã, Mira, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Tábua e Vila Nova de Poiares (Coimbra); Gouveia e Seia (Guarda); Alcobaça, Marinha Grande e Pombal (Leiria); e Carregal do Sal, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Santa Comba Dão, Tondela e Vouzela (Viseu).

Nas manchas florestais atingidas, destaca-se o Pinhal de Leiria, na Marinha Grande, que ficou reduzido a cerca de 20% da sua extensão, e os seus prolongamentos para norte (Mata Nacional do Urso, em Pombal) e para sul (orla costeira de Alcobaça).

Destacam-se também a Mata Nacional de Quiaios (Figueira da Foz), onde arderam mais de três mil hectares, equivalentes a cerca de 50% da sua área; a mata Nacional da Margaraça (Arganil), classificada como Reserva Biogenética do Conselho da Europa, que perdeu cerca de 70% da flora; e ainda para o Parque Natural da Serra da Estrela, penalizado nos municípios de Gouveia, Oliveira do Hospital e Seia.

Na sequência dos fogos que deflagram em 15 de outubro foram consumidos 190.090 hectares de floresta, cerca de 45% da área total ardida durante 2017, de acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Os dois incêndios que em outubro destruíram maiores áreas ocorreram no distrito de Coimbra, nos concelhos da Lousã, onde foram atingidos cerca de 43.900 hectares, e de Oliveira do Hospital (perto de 43.200 hectares).





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