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Interior da Casa do Passal evidencia a vida e obra do cônsul Aristides

Edição de 9 de fevereiro de 2018

13-02-2018
 

A obra de requalificação e musealização da Casa do Passal, em Cabanas de Viriato, deverá arrancar em breve e a visita a este museu do cônsul que salvou milhares de judeus durante a II Guerra Mundial poderá começar a ser feita em 2019. No final do ano passado foi anunciado que o concurso público para a musealização, que contou com seis projetos, tinha sido ganho pelo gabinete do Porto ´Rosmaninho & Azevedo Arquitetos’.

À conversa com o Jornal do Centro, o arquiteto Pedro Azevedo mostrou o projeto e a forma como estão definidos os espaços interiores destinados a receber e instalar os conteúdos relacionados com a história de vida do diplomata.

“O interior vai ter um espaço para acolher exposições, um serviço destinado à comunidade local, a criação de um serviço educativo e a criação da Biblioteca e Centro de Documentação Aristides de Sousa Mendes”.

Na proposta apresentada pela dupla de arquitetos, o edifício vai dividir-se em cinco pisos. O piso zero irá servir para a instalação de um monta-cargas/elevador único que consiga satisfazer todos os pisos e utilizações.

Para o piso 1, está projetado um espaço que articula o maior número de funções públicas e de carácter mais coletivo e aberto. A proposta mantém a entrada cerimonial e centrada com o corpo principal da casa para um uso mais solene e em ocasiões especiais.

O arquiteto Pedro Azevedo entende que a grande receção deverá ser instalada no volume da cozinha complementada pela cafetaria, loja e bilheteira - expansíveis para o exterior, por exemplo, com uma esplanada da cafetaria. Este seria o ponto de partida e chegada dos visitantes, num percurso mais ou menos circular.

O piso 2, por ser considerado de grande relevância, será dedicado às exposições.

Para Pedro Azevedo, do ponto de vista funcional “também nos parece adequado que os visitantes que por qualquer motivo não sigam até ao Centro de Documentação, no piso superior, possam neste piso 2 receber toda a informação e perceber a magnitude da figura de Aristides de Sousa Mendes”. Neste piso vai ser criada uma sala com duas varandas e é onde nasce o primeiro espaço de gabinete para a Fundação Aristides de Sousa Mendes (FASM).

Para os pisos 3 e 4, o gabinete de arquitetos avança com a criação de um Centro de Documentação e Biblioteca e outros dois gabinetes para a FASM, uma vez que se localizam num ponto de acesso mais reservado.

O piso 4, enquanto Centro de Documentação da Casa do Passal surge mais como complemento às atividades e organização do piso anterior, onde se propõe o aproveitamento deste espaço por baixo da cobertura na sua zona mais alta para um depósito de acesso reservado de documentos e espólio documental.





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