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Já sabemos quem vai a votos

Edição de 12 de julho de 2019
12-07-2019
 

Ainda sem ser oficial, mas quase oficializado, Fernando Ruas, antigo presidente da Câmara de Viseu, é quem deverá liderar a lista do PSD por Viseu. Uma escolha que será de Rui Rio e que vai contra a filosofia que o presidente do Partido tem implementado nas escolhas para cabeças de lista pelos distritos em que a aposta é em nomes e rostos novos. Mas, é o nome que agrada também à Distrital.

Já o de João Montenegro, ex-diretor de campanha de Santana Lopes e membro da mesa do conselho nacional do PSD, é que está a criar tensão interna, uma vez que pode vir a integrar a lista de deputados por Viseu. Se Fernando Ruas é consensual para liderar a lista, a presença de João Montenegro em lugar elegível está a ser vista como uma “afronta” e “traição”.

Na reunião que aconteceu na última quar ta-feira entre a Comissão Política Nacional e as distritais, o nome de Montenegro foi colocado em cima da mesa e de imediato houve oposição pelos membros da Distrital de Viseu.

O Jornal do Centro sabe que, se Rui Rio avançar com esta imposição, há elementos da lista que saem.

Natural de Cinfães, há quem diga que o ex-diretor de campanha não tem presença política no distrito nem trabalho feito. Por outro lado, a sua integração pode complicar as contas dos restantes elementos da lista.

João Montenegro em segundo lugar, obriga a que Carla Antunes apareça em terceiro e então a quarta posição teria de ser para Pedro Alves, atual deputado e presidente da Distrital. Num cenário em que o PSD só consiga eleger quatro deputados (tendo em conta que o Círculo de Viseu perde um e os resultados das Europeias), ficaria de fora António José Lima, também deputado e que representa o norte do distrito. A lista consensual dos militantes de Viseu desenhava-se com Ferna ndo Ruas à cabeça, seguindo-se Pedro Alves, Carla Antunes e António José Lima. Em quinto lugar, Telmo Antunes, que foi diretor da Segurança Social em Viseu.

Outro nome que surgiu também nesta reunião e que não foi indicado pela Distrital, mas por autoproposta do mesmo foi o de Domingos Nascimento, que foi presidente da Assembleia Municipal de Tarouca.

Para militantes sociais-democratas, a imposição de João Montenegro pode ser encarada como uma forma de “afastar” Pedro Alves que, foi apoiante de Rui Rio aquando da disputa pela liderança do Par tido, assumiu estar contra algumas orientações do presidente e foi um dos principais apoiantes de Luís Montenegro, quando o antigo líder da bancada social-democrata na Assembleia da República pretendeu afastar Rui Rio da liderança do PSD.

Entre os militantes social-democratas não é segredo que Pedro Alves e João Montenegro nunca “morreram de amores um pelo outro” por Montenegro ter sido o braço direito de Passos Coelho, antigo líder do partido e primeiro-ministro”.

Entretanto, a escolha de Fernando Ruas para liderar a lista mereceu já por parte do presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, o seu aval.

“Sempre entendi, e continuo a achar, que era importante que Rui Rio (presidente do PSD) colocasse Fernando Ruas como cabeça de lista. Além disso, farei campanha por ele, porque fiz sempre. Eu fiz campanha seis vezes (para Fernando Ruas) à Câmara. E fiz uma vez quando ele foi candidato ao Parlamento Europeu e voltarei a fazer se for candidato à Assembleia da República. Nunca me autoexcluí de fazer campanha pelos candidatos do meu partido. Esta é uma atitude de grande diferença”, diz.

PS

João Azevedo, presidente da Câmara de Mangualde, é o cabeça de lista do PS por Viseu às Eleições Legislativas de 6 de outubro, uma escolha que foi feita por António Costa. O autarca, que está no último mandato, foi o diretor de campanha do PS nas eleições Europeias. A restante lista deverá ficar fechada esta sexta-feira e discutida no plenário de militantes marcado para esta noite com a presença de José Artur Neves que decorre em S. Pedro do Sul. A lista é apresentada, pelo secretariado distrital, a 19 de julho.

Com esta escolha, Viseu deixa de ser um dos círculos eleitorais a ter uma mulher a liderar, pelo que a viseense Rosa Monteiro, atual secretária de Estado para a Igualdade, poderá avançar por Coimbra onde também é apontado o nome de Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro.

A restante lista a apresentar pelo presidente da Federação, deverá contar com o nome do próprio António Borges, o de José Rui Cruz, atual deputado, Lúcia Silva, presidente da Concelhia de Viseu, e Marta Costa do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas. A JS já avançou com o nome de Luís Soares. Com João Azevedo a liderar a lista, a segunda posição terá de ser ocupada por uma mulher. O terceiro lugar é esperado ser ocupado por João Paulo Rebelo, atual secretário de Estado do Desporto e Juventude.

BE

Uma independente lidera a lista de deputados pelo Bloco de Esquerda (BE) em Viseu para as eleições legislativas de 6 de outubro.

Bárbara Xavier, natural da Guarda e residente em Viseu, é a mais nova cabeça de lista do partido bloquista. É psicóloga e ainda ativista da Plataforma Já Marchavas e da Rede 8 de Março. Bárbara Xavier diz que aceitou o convite para ser cabeça de lista porque o BE “é um espaço político-partidário onde vejo que possa acontecer alguma mudança, principalmente para o distrito de Viseu”.

Quanto aos objetivos, a candidata a deputada garante que as metas passam por dignificar o papel de medidas representativas do distrito, que sirvam os interesses da população em vez de interesses pessoais e partidários. “Vamos conseguir transmitir a nossa mensagem e as nossas propostas, e vamos ter a confiança dos eleitores e das eleitoras, esperando conseguir eleger pela primeira vez deputados do Bloco”, sublinha.

Na segunda posição a representar o norte do distrito de Viseu, segue Rita Diogo, também independente, que é natural de Resende e trabalha em Lamego. Para representar o sul, o BE escolheu para o terceiro lugar da lista um outro independente, Hermínio Marques, professor natural de Carregal do Sal.

Para a direção do Bloco de Esquerda, ter independentes nos três primeiros lugares da lista “não foi uma opção prévia, não foi o objetivo da Comissão Coordenadora Distrital de Viseu. Foi antes a consequência da abertura que o BE tem tido na sua prática do dia a dia. Seja no apoio a movimentos sociais, na defesa de serviços públicos, na exigência de direitos laborais, na luta contra os maus tratos a animais ou na denúncia constante de casos de poluição”. Lembra ainda que Catarina Martins, atual Coordenadora Nacional do Bloco de Esquerda, foi eleita deputada pelas listas deste movimento, numa altura que não tinha qualquer filiação partidária.

Os restantes nomes para já conhecidos são os de: Miguel Tiago pela CDU, Pedro Escada pelo Aliança e Hélder Amaral pelo CDS.





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