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Jardins Efémeros com "record histórico" de visitantes

Jardins Efémeros, evento, fim, apoios, balanço
 

Sandra Oliveira

Organizadora dos Jardins Efémeros


 

Sandra Oliveira faz o balanço da edição deste ano


 

Sandra Oliveira diz que as pessoas entendem cada vez mais a programação dos Jardins


 

Almeida Henriques

Presidente da Câmara Municipal de Viseu


 

Almeida Henriques defende que o Governo tenha de ajudar financiamente os Jardins


11-07-2018
 

A edição deste ano do festival Jardins Efémeros terminou na última terça-feira (10 de julho). No entanto, a sua organizadora alerta que este poderá ter sido o último evento que decorreu no centro histórico de Viseu.

Em declarações ao Jornal do Centro, a diretora Sandra Oliveira diz que quer continuar com os Jardins, mas reclama por mais apoios financeiros. A responsável sustenta que quer ainda dar um contributo à cidade e, por isso, pede a colaboração das entidades oficiais.

Organizadora faz balanço positivo
Em forma de balanço, a responsável recorda que o evento teve cinco dias “condensados com muito mais atividades” que permitiram, revela, uma forte adesão do público visitante.

“Houve famílias inteiras que estiveram presentes, crianças que puderam brincar, outros que estiveram só para ver concertos e outros para verem exposições”, afirma Sandra Oliveira, que fala da iniciativa como uma ação de aprendizagem.

“É um processo de educação pública sobre as artes e o que é que elas representam, sobre a inquietação e a modernidade do pensamento que elas nos trazem, que são muito importantes como motor de esperança e de fomento de qualidade de vida e de criatividade na nossa população”, detalha.

Como exemplo, a diretora relembra que a adesão do público ficou mais expressiva nas artes visuais, com a Rua Direita a ficar rodeado de visitantes. Sandra Oliveira não revela por enquanto o número de visitantes, mas garante que já superou os registos históricos que rondavam entre as 15 e as 17 mil pessoas.

Pessoas procuram e entendem cada vez mais a programação
Para a líder dos Jardins Efémeros, a programação de 2018 revela que o público entende cada vez mais os conteúdos que são apresentados durante os dias do festival de artes. Entende que as pessoas já procuram cada vez mais a oferta que o evento propõe, passados sete anos depois da primeira edição.

“Os Jardins Efémeros já não são só a Praça D. Duarte e um conjunto de árvores. Para as pessoas, já é muito mais do que isso que questionam o que é que está a acontecer, onde é que estão as coisas, o que há para ver”. Um objetivo que, diz, foi alcançado este ano e que representa uma mudança de tendências na cultura.

“As mudanças de paradigmas demoram décadas. Portanto, tem de haver investimento público e uma disponibilidade dos agentes culturais para perceberem que são processos muito duros, que muitas vezes nos custam muito da vida pessoal e obrigam-nos até a ter vidas muito dramáticas”, refere.

Por isso, Sandra Oliveira frisa que a organização conseguiu elaborar um programa que honrou Viseu e que contribuiu para a descentralização da cultura contemporânea nacional. Um ponto que, conclui, faz com que os Jardins Efémeros sejam “um projeto que têm caraterísticas muito próprias, mesmo em termos internacionais”.

Câmara diz que Governo devia apoiar Jardins
Em resposta às queixas de falta de apoio financeiro, o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, considera que o valor que os Jardins recebem é justo. Ao Jornal do Centro, o autarca diz que a organização deve arranjar outro tipo de apoio e sublinha que o evento recebe, só do município, 125 mil euros.

"Significa que, numa programação de cinco dias, são apoiados em 25 mil euros por dia. Eu acho que o município não pode ir mais longe do que os 125 mil euros e, além disso, já está estabilizado o apoio para este e para o próximo", lembra Almeida Henriques, explicando que o regulamento do programa Viseu Cultura permitiu que eventos culturais que já estão consolidados no cenário viseense têm logo a aprovação, embora sujeitos à apresentação do programa para a edição do ano seguinte.

Almeida Henriques sugere ainda que os Jardins sejam também apoiados pelo Governo. O autarca de Viseu considera que o envolvimento da tutela deve seguir para os atos, apontando o dedo para alguns membros do executivo. "Se a secretária de Estado da Igualdade esteve tão envolvida nos Jardins Efémeros, se existe o secretário de Estado da Juventude, que é de Viseu, e se há elogio da secretaria de Estado da Cultura, que não se fique só no elogio e passe pela participação. Que cheguem à frente e que façam um apoio efetivo a este tipo de eventos", sustenta.

 





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