21 Set
Viseu

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Quartéis e esquadras do distrito não foram contempladas com obras

por Redação

20 de Maio de 2020, 16:38

Foto Arquivo Jornal do Centro

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A esquadra da PSP de Lamego ficou de fora dos protocolos de colaboração que o Ministério da Administração Interna assinou com oito municípios para construir e modernizar instalações das forças de segurança. A falta de condições do edifício, propriedade da Câmara Municipal, tem vindo a ser alvo de críticas por parte da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia.

“Há vários anos que reclamamos das condições para os profissionais e da forma como se recebe as pessoas quando vêm à esquadra para tratar de assuntos relacionados com a segurança, porque este é um edifício antigo e que tem sido alvo de promessas de obras por parte do anterior e do atual presidente da Câmara”, critica José Santos.

O sindicalista acrescenta que estava previsto o início de trabalhos na esquadra. Obras que acabaram por não acontecer, porque “foram anuladas ou não foi lançado o concurso”. “As obras visavam os telhados, as lâmpadas de acessibilidade e a substituição da parte elétrica e dos cabos dos computadores”, refere.

José Santos considera que a tutela devia ter vergonha das condições que são dadas tanto aos profissionais como aos cidadãos que necessitam do serviço policial. “Quando se gasta tanto milhão em bancos e outras coisas, cai uma mesa de tostões para fazer rampas, telhados ou estruturas. Estamos a falar de milhares de euros”, lamenta.

O sindicalista detalha ainda como alguns serviços funcionam na atual esquadra de Lamego. “As instalações de investigação criminal estão no primeiro andar. Quem anda de cadeira de rodas ou tem fraca mobilidade não tem qualquer hipótese de subir. Tenho de descer e ajudar as pessoas a subir, ou então tenho de ir para a sala de apoio à vítima. É lá que se ouvem as pessoas porque o edifício não tem condições. Mesmo o recebimento de queixas é feito num espaço com sete metros quadrados, onde o pessoal entra e sai do serviço e as pessoas estão ali expostas num pequeno corredor”, relata.

O Jornal do Centro contactou o comandante distrital de Viseu da PSP, mas sem sucesso. Também não foi possível obter uma reação da Câmara de Lamego.

 

Chove no quartel da GNR de Cinfães

Já na GNR, o posto que carece mais de obras é o de Cinfães. No quartel, chega mesmo a chover no interior.

Rui Sousa, da Associação dos Profissionais da Guarda, lamenta que a intervenção prevista para o posto ainda não tenha avançado.

O posto precisa de uma remodelação total. Precisa de substituir telhados, reparar várias casas de banho e o chão e substituir as tubagens, que são antigas e de fibrocimento. No posto, sente-se os maus odores por todo o lado. Sei que há dinheiro disponível, mas as obras têm de avançar”, afirma.

Segundo Rui Sousa, também os postos de Castro Daire e de Canas de Senhorim precisam de obras. Já quanto aos trabalhos em curso no quartel de Vila Nova de Paiva, Rui Sousa lamenta que as obras estejam a decorrer a ‘passo de caracol’.

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