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Ligação Viseu/Coimbra: governo escolhe requalificação integral do IP3

IP3, ligação Viseu/Coimbra, requalificação
21-04-2018
 

A requalificação/duplicação do IP3 sem portagens e com um investimento de 134 milhões de euros é a proposta que o governo “melhor acolhe” como solução para a ligação entre Viseu e Coimbra. A Infraestruturas de Portugal (IP) apresentou três cenários possíveis em que além da requalificação integral, estão a concessão ou a construção de uma autoestrada. Num encontro entre autarcas das comunidades intermunicipais (CIM) dos dois distritos e o Conselho Regional do Centro, o ministro do Planeamento, Pedro Marques, deu a conhecer os três cenários e os respetivos investimentos. O anúncio deverá ser feito esta segunda-feira (23 de abril) numa conferência marcada pela CIM e associações empresarias que foram os promotores do movimento pela “Requalificação Completa e Adequada do IP3”.

O cenário que o Governo melhor acolhe prevê, de acordo com o estudo da IP, uma requalificação/duplicação do atual IP3. Comparativamente ao atual itinerário, 85 por cento do troço ficará com quatro vias (2+2) contra os atuais 21 por cento. Uma solução sem portagens, com um custo de 134 milhões de euros. Um valor que, soube o Jornal do Centro, poderá já estar contemplado no próximo Orçamento de Estado.

O estudo da IP aponta que a duplicação do IP3 é o cenário mais viável porque poderá ser feita de forma faseada e mais rapidamente, além de se evitarem as dificuldades com as questões ligadas aos impactes ambientais. Diz ainda que a concessão é pouco “atrativa” face ao tráfego expetável.

“Estivemos numa última reunião de trabalho para ser apresentada a solução para o IP3. Iremos ter uma solução de grande qualidade de tráfego e de segurança”, disse à saída da reunião João Azevedo, presidente do Conselho Regional do Centro.

Além da requalificação integral, as soluções apresentadas pela Infraestruturas de Portugal apontam para outros cenários.

A proposta da concessão envolve portagens, um troço alternativo entre Penacova e Mortágua (já previsto na antiga proposta do Governo PSD/CDS designada como Via dos Duques), mantendo-se a duplicação entre Santa Comba Dão e Viseu, igualmente com portagens. O custo seria de 265 milhões de euros.

A terceira solução passa pela construção de uma autoestrada paralela ao IP3. Passaria pela ligação da A13, em Coimbra até Santa Comba Dão, depois Santa Comba Dão Viseu (com a designação também de A13) passando por Carregal do Sal. O valor estimado é de 302 milhões de euros.

 





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