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Mais de 100 agricultores do distrito vão protestar junto ao Parlamento

Viseu, agricultura, protesto
 

Delfim Moutinho

Presidente da Associação dos Baldios e Agricultores da Região de Viseu


 

Delfim Moutinho acredita que o abandono da agricultura pode ser um fator favorável ao aumento dos incêndios florestais


08-11-2018
 

Mais de uma centena de agricultores da região de Viseu participa esta tarde de quinta-feira (8 de novembro) numa concentração nacional que decorrerá junto à Assembleia da República, em Lisboa.

Ao Jornal do Centro, o presidente da Associação dos Baldios e Agricultores da Região de Viseu (Balagri), Delfim Moutinho, explica que o objetivo da iniciativa passa por alertar o Governo para a necessidade de apoiar mais o setor, depois da aprovação de uma nova lei que abrange os pequenos agricultores.

“Este ano, por iniciativa e pressão da CNA [Confederação Nacional da Agricultura], o Governo aprovou o estatuto do agricultor familiar, mas esta concentração serve para lembrar que este estatuto não pode estar só no papel, tem de ser posto em prática, e que o Governo tem de disponibilizar os apoios necessários para que se desenvolva a agricultura”, sustenta.

O dirigente considera que os apoios devem ser atribuídos principalmente ao distrito de Viseu, onde, segundo o próprio, existem vários pequenos agricultores a necessitar de ajuda. Caso contrário, afirma, “o interior terá cada vez mais problemas e a desertificação será cada vez maior”.

Delfim Moutinho também acredita que o abandono da agricultura pode ser um fator favorável ao aumento dos incêndios florestais, depois dos fogos que assolaram a região Centro no ano passado. Por isso, o presidente defende que um país sem agricultura não pode desenvolver-se. “Portugal vive muito da agricultura, mas não podemos perder o sol e o clima, que produzem produtos de elevada qualidade comparativamente com os outros países da Europa”, diz.

Delfim Moutinho sublinha ainda que a agricultura familiar tem de ser defendida, já que grande parte da atividade no setor é realizada por pequenos e médios agricultores.





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