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Mel do Caramulo regista quebra de 70% na produção

por Redação

30 de julho de 2020, 09:45

Foto Arquivo Jornal do Centro

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A produção de mel na zona do Caramulo registou quebras de 70 por cento este ano. A Associação de Apicultores da Serra fala em mais um ano negro para o setor.

Isidro Ferreira, da direção da organização de produtores, admite ao Jornal do Centro que é cada vez mais difícil produzir mel no Caramulo.

“Esta queda foi um pouco melhor do que em 2018, onde tivemos quebras de 80 a 90 por cento, mas está muito difícil produzir mel na Serra do Caramulo. Há vários fatores que condicionam neste momento a produção. Este ano, foram mais as alterações climáticas porque o mês de abril foi a chover e coincidiu com a floração. As abelhas não conseguiram aproveitar isso”, explica.

A descida da produção é justificada pelas alterações climáticas, mas também pela plantação de eucaliptos e pelo uso de herbicidas por parte dos “grandes produtores florestais”.

“Utilizam o glifosato para queimar tudo o que é mato, de modo a que o eucalipto possa aproveitar mais do adubo. O problema do glifosato não é só para as abelhas e a queima da flora, mas toda a gente sabe das consequências na saúde”, diz Isidro Ferreira.

Este ano, volta a não haver Festa do Mel no Caramulo. O evento foi cancelado pelo segundo ano consecutivo, por causa da pandemia da Covid-19.

“Perante estas condicionantes, não arriscámos. Pensámos em fazer, mas agora nem é permitido por causa dos ajuntamentos”, refere Isidro Ferreira, recordando que a festa serviria para celebrar o fim das colheitas, acolhendo vários produtores.

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