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Mobilização em Viseu para protesto dos coletes amarelos

Viseu, manifestação, coletes amarelos
 

Vítor Rodrigues

Comandante da PSP de Viseu


 

Vítor Rodrigues diz que não há folgas dos polícias na sexta-feira


 

Almeida Henriques

Presidente da Câmara Municipal de Viseu


20-12-2018
 

Viseu está entre as cidades que vão receber esta sexta-feira (21 de dezembro) manifestações do movimento dos coletes amarelos. Na região, já existem várias mobilizações nas redes sociais, apelando à participação no protesto.

A manifestação irá decorrer no centro da cidade a partir das 7h00 da manhã, no Rossio e na zona envolvente (Avenida António José de Almeida, Rotunda da Fonte Luminosa, Avenida da Europa e entradas e saídas na A25, IP3 e antiga IP5). A concentração vai arrancar na Fonte Luminosa e a organização já comunicou a sua realização à Câmara local.

Na rede social Facebook existe uma página dedicada ao evento, intitulada de “Revolta Nacional (Viseu)”. O evento foi criado há mais de uma semana e já conta com 108 adesões confirmadas. Outras 260 pessoas demonstram ter interesse na iniciativa.

A PSP está mobilizada para acompanhar esta situação. Em declarações ao Jornal do Centro, o comandante da PSP de Viseu, Vítor Rodrigues, diz que os polícias e a GNR estão a acompanhar a situação e acredita que não haverá problemas no protesto.

"Em Viseu, não temos uma grande previsão de mobilização das pessoas. No entanto, estamos a recolher o máximo de informações possíveis e em permanente coordenação com a GNR. Tudo leva a crer que, uma vez que Viseu tem a tradição do civismo das pessoas, a manifestação ocorrerá dentro do que estipula a lei", afirma.

Vítor Rodrigues revelou ainda que, à semelhança do que aconteceu no resto do país, as folgas dos agentes viseenses também foram canceladas para a sexta-feira, exceto para aqueles que estão em período de férias. O comandante também não espera reforços para além do corpo da PSP na cidade.

Já o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, espera que a manifestação decorra “com toda a cordialidade e sem desacatos”.

“Nunca ando preocupado quando o povo se manifesta. Acho que tem toda a legitimidade para se protestar, desde que o faça dentro dos princípios cívicos. Portanto, estamos preparados para assegurar que o livre direito à manifestação seja feito sem prejudicar a vida dos outros cidadãos”, afirma.

Organização prepara protesto nas redes sociais

A discussão já circula um pouco por várias páginas da plataforma, também criadas à volta dos coletes amarelos. Mesmo que o protesto decorra nas principais artérias de Viseu, com o objetivo de pressionar contra algumas medidas do Governo, já houve quem sugerisse outros locais para a sua realização.

No Facebook, já se fala em cortar o trânsito na cidade e a Estrada da Circunvalação. O Whatsapp também é usado nas conversações sobre o protesto, mas o grupo da organização é fechado. As interações são variadas e vão desde discussões sobre a organização e logística de um evento que a organização promete ser pacífico e apolítico, até vídeos e imagens sobre a situação económica e política do país.

Entre as medidas defendidas, o grupo propõe uma redução de impostos na eletricidade, com incidência nas taxas de audiovisual e emissão de dióxido de carbono, uma diminuição do IVA e do IRC para as micro e pequenas empresas, bem como o fim do imposto sobre produtos petrolíferos e redução para metade do IVA sobre combustíveis.

Não tolerando qualquer ato de violência ou vandalismo, o movimento dos coletes amarelos, que se intitula como “pacífico e apartidário”, defende também o combate contra a corrupção. A lista de reivindicações termina com a reforma do Serviço Nacional de Saúde, a revitalização dos setores primário e secundário e o direito à habitação e fim da crise imobiliária.

Em declarações à agência Lusa, a porta-voz do Movimento Coletes Amarelos Portugal (MCAP), Ana Vieira, disse esperar o máximo de pessoas possível no protesto de sexta-feira, de modo a "amplificar o descontentamento" que considera existir entre a população.

"Queremos juntar todas as vozes portuguesas. O que nós pretendemos com a nossa página é juntar o máximo de pessoas possível, para que todas tenham a sua voz. Amplificar o descontentamento da população que é real", referiu Ana Vieira, que explicou que o objetivo principal do protesto é fazer com que os cidadãos portugueses sejam ouvidos pelos governantes, relatando que o MCAP ainda não foi contactado por qualquer membro do Governo.

O mote é semelhante aos protestos realizados na França nos últimos fins de semana. Em Portugal, o grupo principal no Facebook, “Vamos parar Portugal como forma de protesto”, já conta com mais de 40 mil pessoas interessadas e confirmações de 14 mil manifestantes. Em todo o país, a PSP vai mobilizar 20 mil efetivos para reforçar a prevenção na sexta-feira.





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