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Normalidade retomada nas bombas de gasolina da região

 

Arnaldo Fraga

Motorista


 

João Almeida

Gerente de bombas da Repsol


 

José Alberto Ferreira

Gerente de bombas da Galp


 

Bruno Caxaina

Condutor


 

Martiniano Couto

Taxista


13-08-2019
 

O segundo dia da greve dos motoristas (terça-feira, 13 de agosto) está a ser marcado pela reposição da normalidade nos postos de combustível da cidade de Viseu. O Jornal do Centro constatou que a maioria das bombas tem combustível e até já foi atestada pelos camiões cisterna.

Na Repsol junto ao Regimento de Infantaria 14, cruzámo-nos com um camionista que estava a descarregar combustível nas bombas. Arnaldo Fraga está a cumprir os serviços mínimos e critica a requisição civil decretada no final da tarde de segunda-feira (dia 12) pelo Governo.

“É uma posição de força porque em vez de obrigar as partes a sentarem-se à mesa e chegarem a uma negociação, que agrade a ambas as partes, está a usar a força e a encostar uma das partes, o que não devia ser. (…) Há sempre a possibilidade [de arranjar solução], desde que haja boa vontade”, dix.

Arnaldo Fraga garante que está em greve e que por isso que só vai fazer as oito horas a que está obrigado. Este motorista acredita que a paralisação será resolvida até ao final desta semana.

Quem está à frente das bombas mostra-se satisfeito por ter os depósitos cheios, mesmo com a paralisação em curso e que não tem data para terminar. João Almeida, gerente das bombas da Repsol, acredita que o protesto não vai durar uma semana. “Já não tínhamos nada de combustível. Os depósitos estavam completamente secos, à exceção da gasolina 95. Acabámos por receber é capaz de dar para dois dias. Acho que a situação vai normalizar na maioria dos postos”, diz.

No posto de combustível da Galp, junto à Rotunda Carlos Lopes, que integra a rede estratégica nacional, também não falta gasóleo e gasolina. As bombas têm estado a ser abastecidas. O dono do espaço, José Alberto Ferreira, assegura que a greve está a decorrer sem problemas.

“Tenho combustível e o abastecimento está a decorrer de forma normal. As pessoas estão a cumprir as regras que estão estabelecidas, portanto não há problema nenhum. Desde que não haja açambarcamentos, acho que as coisas decorrem normalmente”.

Do lado dos condutores, Bruno Caxaina regressou às bombas depois de ter atestado o carro antes e afirma que não tem feito muitos quilómetros de deslocação. Este homem não poupa nas críticas aos motoristas de matérias perigosas. “Não concordo que meia-dúzia de pessoas paralisem o país”, lamenta.

Já o taxista Martiniano Couto refere que não tem tido problemas em abastecer a viatura que conduz. “Nós temos autorização para atestar mais quando for preciso. Tenho aqui uma bomba que está sempre pronta para isso. Ainda fui para a A24 e as bombas estão todas vazias”, afirma.





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