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Nove anos de prisão para mulher que seduzia e enganava idosos franceses

14-08-2019
 

Fernanda Costa, a mulher que ficou conhecida como Charlotte e que estava acusada de seduzir e enganar idosos franceses foi condenada esta quarta-feira (14 de agosto) a uma pena de prisão de nove anos.

A mulher foi condenada por abuso de confiança, falsificação de documento, violação de correspondência, furto e furto qualificado, burla informática na forma simples e agravada, ofensa à integridade física, acesso ilegítimo e abuso de confiança, tendo sido ilibada do crime de associação criminosa.

No mesmo processo estava acusado o filho, que apanhou quatro anos e meio, o mesmo tempo de cadeia que um amigo da família de nacionalidade francesa.

Já o marido de Fernanda Costa foi condenado a 150 dias de multa com uma taxa diária de 10 euros. 

Do processo constavam quatro ofendidos, todos de nacionalidade francesa, que tinham vindo para Portugal, uns com a promessa, por parte da arguida, de receberem cuidados e acompanhamento, outros de casamento e, uma vez chegados a Viseu, eram burlados.

 

Francês em prisão preventiva

Fernanda Costa continua assim em prisão preventiva, onde está desde 20 de outubro de 2017, que, “tendo em conta a extrema complexidade” do caso, foi alargada, terminando o prazo em 20 de fevereiro de 2021. Fica em preventiva até ficar decidido o recurso que o seu advogado disse que ia já apresentar.

A procuradora do Ministério Público (MP), ainda antes da leitura do acórdão terminar, pediu, igualmente, prisão preventiva, com efeitos imediatos, para Etcheberry Claude.

Entende que “há perigo de fuga, perigo de continuidade de atividade criminosa”, uma vez que o réu se desloca “frequentemente entre França e Portugal, por ter nacionalidade francesa e não ter em Portugal qualquer tipo de inserção social, familiar ou profissional”.

O cidadão francês tem antecedentes criminais, “tendo já estado preso em França por crimes semelhantes”.

O filho, Rúben Lopes, mantém-se em prisão efetiva, uma vez que já cumpria pena por um outro processo, tendo o Tribunal esclarecido que “os relatórios psicológicos o consideraram psicopata” e “psicopata não é considerado doença, mas sim falta de empatia relativamente aos demais”.

 

Rúben condenado a nove anos por obrigar menor a prostituir-se

Num outro caso, o filho de Fernanda Costa, também arguido no processo de burla a idosos franceses, foi condenado pelo Tribunal de Viseu a nove anos de prisão e a pagar uma indemnização de 35 mil euros a uma menor que obrigou a prostituir-se. A notícia foi avançada pelo Jornal de Notícias de terça-feira (13 de agosto).

Os factos remontam a 2017, quando a jovem fugiu de uma instituição e ficou em casa de Rúben. Os dois mantiveram um relacionamento sexual, em que os atos foram filmados pelo arguido, que ameaçou divulgar o vídeo caso a rapariga não se prostituísse. Ela cedeu à chantagem e passou a atender, por dia, quatro clientes, cada um por 80 euros. O dinheiro era entregue a Rúben Costa.

Mais tarde, a jovem voltou à instituição, mas continuou a manter contacto com o rapaz. Quase a completar 18 anos conseguiu um emprego, que perdeu um mês depois. Voltou a ir viver com Rúben, por não ter como se sustentar e voltou, também, à prostituição porque, quando recusou, foi agredida.

Poucos dias antes do Natal ainda foi acolhida em casa de um conhecido de Rúben, mas este descobriu e mandou que a fossem buscar à força, tirando-lhe o telemóvel e acedendo às suas redes sociais.

 

Antissocial

O jovem de 24 anos, que o tribunal considera sofrer de uma perturbação de personalidade antissocial, que o torna num psicopata, está em prisão preventiva desde 23 de fevereiro do ano passado. Foi condenado por tráfico de pessoas, pornografia de menores, devassa da vida privada, acesso ilegítimo, tráfico de estupefacientes e detenção de arma proibida.





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