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PCP protesta fecho de balcões da Caixa em Viseu

PCP, Caixa Geral de Depósitos, protesto, encerramento
 

João Abreu

PCP


 

João Abreu fala sobre a petição que os comunistas vão lançar contra o encerramento das agências da Caixa


13-06-2018
 

O PCP decidiu realizar para esta tarde de quarta-feira (13 de junho) uma tribuna pública na Rua Formosa, contra o encerramento de duas agências da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em Viseu.

Em declarações ao Jornal do Centro, o comunista João Abreu diz que a iniciativa tem como objetivo desafiar os cidadãos a manifestarem a sua opinião “em defesa da CGD pública e nacionalizada e contra esta linha de encerramentos” que abrange as dependências da Rua Formosa e da freguesia de Abraveses, que considera como um “caminho errado”.

“É um caminho que tende a desvalorizar a CGD enquanto banco público e banco que deve estar ao serviço das populações. Nesse sentido, estamos frontalmente contra esta linha de atuação do Governo e da administração da Caixa”, afirma João Abreu, que acredita que os fechos poderão levar a um “caminho que tende para a privatização a médio prazo” da instituição financeira, juntamente com as saídas de trabalhadores e a retirada de serviços de proximidade.

“Isso seria um desastre para o país e para as populações do interior, que contam com um apoio que nenhum outro banco está em condições de dar. Portanto, nós precisamos da CGD enquanto banco público ao serviço das pessoas e do desenvolvimento do país”, refere.

Comunistas arrancam com abaixo-assinado
Além da tribuna pública na Rua Formosa, que contará com a presença da deputada parlamentar Ângela Moreira, o PCP também vai lançar uma petição pública contra o fecho dos balcões da CGD.

João Abreu diz que o abaixo-assinado quer apelar ao Governo, para que o executivo “retroceda com a sua decisão de encerramento”, e às pessoas para que “defendam este bem público, que é a CGD, ao serviço da população e do interior”.

“Não basta assumir as intenções de apoio ao interior e de colocação de serviços quando se demonstra depois que é exatamente o contrário. Cada vez se encerra mais serviços públicos que prestam um serviço inestimável à população, à sua qualidade de vida e à sua fixação nas localidades”, acrescenta afirmando que esta é uma “linha de hipocrisia” que, considera, deve ser corrigida pela tutela.

A CGD tinha 587 agências em Portugal no fim de 2017 e quer chegar ao final deste ano com cerca de 517.

A redução da operação, incluindo o fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, foi acordada entre o Estado português e a Comissão Europeia como contrapartida pela recapitalização do banco público feita no ano passado.

Em 2017, a CGD tinha fechado 67 dependências. Com o encerramento agora previsto de cerca de 70 balcões em todo o país, incluindo as de Abraveses e Rua Formosa em Viseu, a CGD terá ainda de fechar mais 43 nos próximos dois anos.





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