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Penedono: Vereadora diz em Tribunal que irmão foi vítima de uma "cilada" por questões políticas

por Redação

16 de Setembro de 2020, 15:54

Foto Igor Ferreira

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Na continuação do julgamento de Fábio André Almeida Saraiva, esta quarta-feira (16 de agosto), no Tribunal de Viseu, a irmã do arguido, vereadora na Câmara Municipal de Penedono desde junho, defendeu que o irmão foi alvo de uma “cilada”.

Fábio André Almeida Saraiva é suspeito de atear fogos na freguesia de Beselga, concelho de Penedono, entre 2016 e 2018.

“Tudo o que o meu irmão está a passar é uma injustiça. É fruto de ser ser muito ingénuo. O que lhe fizeram a ele e à minha família é pura maldade e vingança. Ele está sempre pronto a ajudar toda a gente. É a melhor pessoa do mundo. Não merecia nada disto”, disse a irmã, perante o tribunal.

Quando questionada pela procuradora do Ministério Público sobre quem terá feito isto ao irmão, a vereadora na Câmara de Penedono atira: “O Armando (um amigo do irmão que terá chegado a ameaçar o arguido). Eu conheço-o. É altamente descompensado a todos os níveis”. Vanessa  Saraiva foi mais longe e disse que esse amigo o terá feito com a ajuda do presidente da Junta de Freguesia de Beselga, António Santos, com quem terá “problemas” de ordem política. 

Presentes na sessão estiveram, ainda, dirigentes do Grupo Cultural e Desportivo Os Ceireiros, ao qual pertencem também o arguido e o pai. 

O tribunal pretendia saber se no dia 13 de abril de 2019, data em que deflagrou um dos incêndios na freguesia da Beselga, concelho de Penedono, o arguido tinha estado presente no jogo que juntou Os Ceireiros e o Vila Chã de Sá, em Viseu.

Fábio André Almeida Saraiva encontra-se em prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

Na última sessão do julgamento, uma das testemunhas abonatórias foi o presidente da Câmara de Penedono, Carlos Esteves Carvalho.

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