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Plano Nacional de Investimentos inclui ligação à Ponte de Ermida

Edição de 12 de julho de 2019
12-07-2019
 

A ligação de Baião à Ponte da Ermida, em Resende, integra o Plano Nacional de Investimentos até 2030, uma obra reclamada há anos e que não fazia parte da primeira versão deste documento que apresenta uma série de intervenções a realizar na próxima década, aproveitando o ciclo de fundos europeus. Para o presidente da autarquia, Garcez Trindade, este é “um primeiro obstáculo que já foi ultrapassado”. O próximo, referiu o autarca socialista, é o de “convencer o governo de que há necessidade urgente desta ligação. Queremos uma via que nos ligue às autoestradas”.

A obra foi levada à Comissão de Inovação e Obras Públicas pelo deputado do PS, Fernando Jesus, que acredita que “vai ser desta vez que a intervenção vai finalmente ser bem acolhida pelo Governo”. Pedida desde 1985, a ligação de Baião à Ponte da Ermida, e depois até Bigorne (Lamego), foi já alvo, nos últimos meses de tomadas de posição dos autarcas atravessados pela via, além de uma petição a exigir a sua prioridade.

O Plano Nacional de Investimentos pretende definir os grandes investimentos em Portugal para a próxima década em áreas como a ferrovia, rodovia e infraestruturas marítimo-portuárias, ultrapassando ciclos de governo de quatro anos. Na última semana, o parlamento aprovou, com os votos favoráveis do PS, PSD e CDS, mas com a oposição do PCP e de “os Verdes”, o diploma que contou com a abstenção do Bloco de Esquerda e do PAN. Ainda assim, o PNI conseguiu obter uma aprovação superior a dois terços, um objetivo que tinha sido definido pelo governo que defende tratar-se de um instrumento para “reforçar a coesão interna e a competitividade externa” no país.

Os contributos deixados para este plano foram feitos pelas comunidades intermunicipais (CIM) e pelas audiências pedidas à Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas. No âmbito da CIM do Douro, foram integradas ainda a Linha do Douro, na sua vertente de ligação internacional e a navegabilidade do rio, a chamada autoestrada fluvial do Douro.

Os investimentos

Já nos investimentos propostos pela CIM Viseu Dão Lafões estão a construção do centro oncológico no Hospital de Viseu, a nova barragem de Fagilde e a ligação à de Balsemão.

No campo das acessibilidades, está a requalificação do IP3, do IC12 e IC37 e ainda das estradas EN229 (Viseu-Sátão) e EN225 (Castro Daire-Arouca).

Faz ainda parte o eixo ferroviário Aveiro/Viseu/Salamanca, uma prioridade deixada também pelo governo neste plano mas que, para o deputado do CDS, Hélder Amaral, deveria ser mais ambiciosa ao reivindicar-se uma estação em Viseu.

O centrista lembra que a estação não está prevista no Plano e critica ainda Viseu por não se mexer, ao contrário de Évora, para ter uma paragem do comboio na nova ligação a Espanha. “Não quero acreditar que os viseenses tenham perdido a ambição e a alma, ou estejam cansados de derrotas, mas acho lamentável que as instituições regionais se entretenham discutindo coisas sem importância. Não consigo perceber como é que os autarcas, a CIM e as associações empresarial e comercial não digam nada”, sustentou.

Já o presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, sublinhou que a única obra que está com investimento associado é, precisamente, o eixo ferroviário, lembrando que todas as outras obras inscritas pela CIM Viseu Dão Lafões são prioritárias mas não vê o governo a assim as considerar.

“Não sei como o governo vai conciliar este troço com a qualificação da linha da Beira Alta e estamos a chegar ao final deste quadro comunitário e nem concursos estão lançados. Não estou a ver, mesmo com o alargamento dos prazos do quadro, tudo pronto até final de 2023. Estou é a ver todas as ambições adiadas”, disse.

IC26

Outra obra reivindicada e que não constava no plano inicial é a construção do IC26, via para ligar Lamego, Moimenta da Beira e Trancoso, no norte do distrito de Viseu e em ligação com o da Guarda. Mais uma obra que levou à criação de uma petição. O vereador do CDS na Câmara de Moimenta da Beira e o primeiro subscritor da petição, Cristiano Coelho, diz que ainda há um longo caminho a percorrer, a começar pela garantia de que a obra será mesmo feita e por garantir que este não é um investimento demasiado caro.

Já o presidente da Câmara de Moimenta da Beira, José Eduardo Ferreira, sublinhou que as populações desta região não percebem porque ainda não foi construída esta estrada.





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