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Poluição continua no rio Paiva, dizem os Verdes

por Redação

06 de outubro de 2020, 16:56

Foto D.R.

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Continua a poluição no rio Paiva com descargas de águas residuais sem o devido tratamento. O problema persiste desde agosto.

A denúncia é feita pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV), que pediu esclarecimentos ao Governo sobre esta matéria, alertando para a seriedade da situação que afeta o rio classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000.

O partido exige, ainda, o reforço da fiscalização e monitorização para garantir a qualidade da água do rio. A deputada Mariana Silva refere que o rio Paiva tem sofrido de “constante poluição” nas suas águas durante a última década devido à “débil rede de saneamento” e também ao mau funcionamento das estações de tratamento de águas residuais (ETAR) nos concelhos de Castro Daire e de Vila Nova de Paiva.

Contudo, apesar da construção de uma nova ETAR em Castro Daire que substituiu a estação da Ponte Pedrinha, a poluição continuou no curso de água com casos denunciados pela população local e por associações ambientalistas. Mariana Silva menciona o caso que aconteceu em agosto no troço do rio entre Reriz e Ponte Cabaços, onde surgiu “muita espuma à superfície da água”.

As descargas de águas residuais sem o devido tratamento contribui gravemente para a poluição das águas do Rio Paiva (classificado como Sítio de Importância Comunitária da Rede Natura 2000), tendo sérias implicações na proteção da biodiversidade do Vale do Paiva, mas também em termos de saúde pública, por ser um rio fonte de abastecimento de água a milhares de pessoas e bastante procurado para a prática balnear e desportos náuticos”, lembra a parlamentar.

Face a esta situação, a deputada do PEV defende o reforço da fiscalização para identificar e eliminar “este tipo de ocorrências que prejudicam a qualidade de vida da população, o ambiente e as atividades económicas, em particular as ligadas ao turismo de natureza”.

Por isso, o PEV questiona ao Ministério do Ambiente se teve conhecimento do caso surgido em agosto no rio e qual será a sua origem, se têm sido realizadas “ações de fiscalização e monitorização na Bacia Hidrográfica do Rio Paiva” e quantas são as licenças de rejeição de águas residuais em vigor na zona, incluindo empresas e ETARs.

Por fim, o partido questiona a tutela se irá tomar medidas para reforçar a monitorização da bacia e eliminar os focos de poluição.

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