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Projeto Alta Segura do Hospital de Viseu vai manter-se

12-06-2019
 

O projeto Alta Segura do Hospital de Viseu, que visa contribuir para a redução da morbimortalidade infantil resultante do transporte incorreto nos automóveis, vai manter-se, porque “ainda há muito trabalho a fazer”, disse esta quarta-feira (12 de junho) uma das suas responsáveis.

Criado a 1 de junho de 2004, pelo grupo Alerta para a Segurança (GAS), o projeto Alta Segura teve como objetivo, numa primeira fase, assegurar o correto transporte rodoviário de todos os recém-nascidos no hospital, tendo depois sido estendido ao internamento da Pediatria.

“Esta história começou há 15 anos e partiu de uma inquietação”, recordou a vice-presidente do GAS, Graça Aparício, lembrando que, em 2001, “48 crianças entre os zero e os 14 anos morreram em resultado de acidentes de viação” e 394 crianças ficaram feridas com gravidade.

Apesar de, atualmente, o número de mortos devido a acidentes de viação ser “muito menor do que era no passado, porque houve um trabalho importante da sociedade”, a responsável disse que há motivos para que o projeto se mantenha.

Segundo Graça Aparício, “a sensibilização e o treino de competência da família deve manter-se, dado que, tal como mostram as evidências, a proteção efetiva fica ainda aquém da intenção de proteção” dos pais.

“Já percebemos que a maioria dos pais utiliza a cadeirinha, quer à saída da maternidade, quer depois no transporte da criança até que ela possa usar o cinto de segurança do automóvel sem necessidade de outro sistema”, afirmou.

No entanto, “os pais utilizam a cadeirinha, mas não a utilizam corretamente”, sendo preciso “continuar a apostar” na sensibilização para esta questão, acrescentou.

Graça Aparício referiu que “a proteção adequada apenas acontece em 50% (por cento) das situações”, de acordo com alguns estudos de observação da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) e também com estudos feitos pelo GAS, em parceria com a PSP de Viseu.

“A intenção de proteção subiu, 90% das famílias já utilizam sistema de retenção, mas a proteção efetiva das crianças ainda se mantém nos 50%. Portanto, há ainda muito trabalho a fazer”, sublinhou.

Entre alguns dos conselhos que ainda não são muitas vezes seguidos estão a colocação da criança preferencialmente no banco traseiro do automóvel, o transporte das crianças no sentido inverso ao da marcha “até aos três/quatro anos e não apenas até ao ano, que é o que maioria dos pais faz”, e manter o habitáculo sem objetos à solta.

Graça Aparício lembrou que o projeto Alta Segura “foi pioneiro, porque o transporte seguro desde a maternidade começou em Viseu, apesar de a Direção Geral da Saúde também ter um projeto em curso, mas que é posterior”.





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