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PS tem meia hora para falar da política local e nacional e "contestar" líder

Viseu, PS, polícia local e nacional, líder
12-10-2018
 

Socialistas indignados com a marcação de reunião da comissão política e do plenário de militantes com apenas meia hora de diferença. Pedidos esclarecimentos à comissão de jurisdição porque ambas as convocatórias foram assinadas pelo presidente da mesa

Os socialistas de Viseu vão ter meia hora para analisar a situação política nacional e local, dar contributos para um “PS em Movimento” e falar de outros assuntos que considerem importantes na reunião que a Comissão Política Concelhia marcou para a noite desta sexta-feira (12 de outubro). Vai ter de ser um encontro “muito rápido” e com tempo contado porque, logo meia hora depois começa o plenário de militantes que tem como ponto único a apresentação e aprovação das propostas apresentadas como contributo ao “PS em Movimento”. A “rapidez” com que a discussão terá de ser feita levou alguns militantes a afirmarem que a Comissão Política, liderada por Lúcia Silva, está a tentar “condicionar a livre opinião”, afirmando ainda estar em causa a “liberdade de expressão” e “atropelos aos estatutos”. O caso já chegou à Comissão de Jurisdição Distrital e aos órgãos nacionais. Alguns dos socialistas indignados dizem que 30 minutos destinados ao debate com quatro pontos em dicussão revelam “autoritarismo” por parte da Comissão Política. “Onde vamos falar da situação que há muito queremos discutir”, questionam, sublinhando que esse debate, que muitos dizem ser a ausência liderativa por parte da presidente da Comissão, só poderá acontecer no ponto quatro e quando lá se chegar “vamos é ter o presidente da Assem- bleia Geral a cortar-nos a palavra” porque já acabou o tempo.
“Estou perplexo, pois questiono como é que poderemos discutir quatro pontos da ordem de trabalhos em 30 minutos de Comissão Política. Mais, os assuntos a tratar são muito sérios e dizem respeito a assuntos internos algo delicados e que se forem tratados à porta aberta, com toda a certeza que não terão liberdade de expresão suficiente para se manifestarem”, disse um dos militantes contactados pelo Jornal do Centro.
Para os “indignados socialistas”, “a atual presidente da Comissão Política e o presidente da Assembleia Geral violam grosseiramente e descaradamente o direito à liberdade de expressão, direito este tão caro aos fundadores do PS” e afirmam que se trata de uma atitude de quem está em outros partidos. “Devemos aconselhar a sua mobilidade para outro partido que não o PS”, ironizou um dos militantes.

Estatutos

A Comissão de Jurisdição Distrital, liderada por Ângelo Moura, já tomou conhecimento da situação depois de apresentada uma queixa por parte de um grupo de militantes que fala em atropelamento aos estatutos e pede que a reunião da Comissão e o plenário dos militantes sejam agendados para dias diferentes. “Ao abrigo dos estatutos, cabe ao Secre- tariado Concelhio convocar o plená- rio de militantes e não ao presidente da Mesa da Comissão (as convocatórias estão as duas assinadas pelo presidente da Mesa)”, elucidam os militantes descontentes.





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