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PSD de Viseu acusa Governo de mentir em relação às obras no IP3

14-05-2019
 

O PSD de Viseu acusou esta terça-feira (14 de maio) o Governo de mentir sobre as obras no IP3, uma vez que o projeto “ainda nem está no papel” e a reparação prometida está “há muito prevista” pelas Infraestruturas de Portugal.

“A única intervenção prevista e diz-se que, finalmente, irá avançar, é a reposição do traçado original no troço entre a Lagoa Azul, na foz do Dão, e a “livraria do Mondego”, em Penacova. Trata-se de uma grande reparação há muito prevista no plano de atividades da Infraestruturas de Portugal”, refere o partido, em comunicado.

Segundo o documento da distrital do PSD, “é uma intervenção urgente que o Governo adiou estes quatro anos e que pretende transformar no início da putativa duplicação do IP3” e, acrescenta, citando a portaria 320/2019, para afirmar que “não há qualquer duplicação neste troço, é apenas uma reabilitação”.

O PS anunciou no dia 8 de maio, no parlamento, que as obras de requalificação do IP3, que liga Viseu a Coimbra, estão para breve, num investimento de 134 milhões de euros, suportados pelo Orçamento do Estado (OE).

“No troço entre Penacova e a Foz do Dão será efetuada uma profunda reabilitação. É um investimento de 134 milhões de euros totalmente suportado pelo Orçamento do Estado, aplicado ao longo de 75 quilómetros”, disse, na altura, Pedro Coimbra, deputado do Partido Socialista, adiantando que foi publicada naquele dia, em Diário da República, a portaria de extensão de encargos da obra da via entre Penacova e Foz do Dão.

Um “anúncio à pressa” que o PSD de Viseu entende como uma “tentativa de remediar a situação e “salvar a pele”, em resposta a uma denúncia dos deputados do PSD sobre a "eventual duplicação do atual traçado do IP3”.

“Dizemos eventual porque ainda nem sequer está no papel. Não se conhece qualquer estudo prévio, não há caderno de encargos ou calendário de execução, nem alguma vez, nestes quatro anos, se comprometeu verba no Orçamento do Estado, especificamente, para o efeito. Já o mesmo não se pode afirmar para as estações do metro de Lisboa”, acusa.

No documento, o PSD defende que “o partido socialista volta a colocar o Estado ao serviço dos interesses da família socialista e do calendário eleitoral” e acrescenta que, “não satisfeitos com este abuso, não têm qualquer pudor em anunciar, dissimuladamente, que já está autorizada a despesa para os 134 milhões de euros que dizem custar a duplicação” do IP3.

“Quando o que foi realmente autorizado e comprometido para 2019 e 2020 foram despesas correspondente aos 11.847.000 euros para a reabilitação do troço supracitado”, esclarece o partido.

Cabeça de lista do PSD às europeias mostra "bastidores" do IP3 para acusar Governo de esquecer "o que não se vê"

Já o social-democrata Paulo Rangel acusou esta terça-feira o Governo de fazer anúncios para “o que dá no olho” e esquecer “o que não se vê”, dando o exemplo de um abatimento na via num troço do IP3 em Penacova.

Em caravana com a comitiva da campanha eleitoral do PSD às europeias, Paulo Rangel fez uma paragem em Espinheira, Penacova, à beira da Estrada Nacional 17, paralela ao IP3 mas num nível inferior, para mostrar o abatimento da via num troço do Itinerário Principal que liga Viseu-Coimbra e que tem uma faixa de rodagem fechada por razões de segurança “há dois ou três anos”.

Apontando para cima, Rangel indicou o local do “dano no talude” que provocou o abatimento da via e observou que a circulação naquela estrada “é uma circulação pesada, com muitos camiões”: “As pessoas passam por cima do perigo sem o verem. Isto é o que o Governo nos faz, faz-nos passar por cima do perigo sem o ver”, declarou.

“Isto mostra que o Governo PS só trabalha para o que dá no olho por isso quisemos mostrar os bastidores, o outro lado do IP3. É evidente que manter as estruturas não dá votos, o que dá votos é coisas que dão no olho”, criticou, advertindo para os “riscos sérios” da falta de manutenção “especialmente no inverno com a instabilidade das terras”.

Questionado sobre as razões para os problemas que identificou, Paulo Rangel foi célere na resposta: “São cortes, as cativações e o desinvestimento [na manutenção]”, disse.

O socialista Pedro Marques, agora cabeça de lista do PS às europeias e seu adversário mas anteriormente ministro do Planeamento e das Infraestruturas, foi o alvo das críticas do candidato social-democrata.

“Pedro Marques passou o mês de janeiro a fazer inaugurações de milhares de milhões de euros, para dez anos. Antes de se vir embora tratou de deixar tudo anunciado e publicitado, simplesmente depois não acontece nada”, declarou.

Rangel tinha ainda outra mensagem para o segundo dia oficial de campanha eleitoral, manifestando-se preocupando com a “degradação dos números da segurança rodoviária” no país.

“Em 2016 houve 445 mortos, quantos houve em 2017? 510. Quantos em 2018?, 513. Quantos houve em 2019, já vamos com mais nove que o ano passado a data de 8 de maio”, lamentou.

“E só num troço de 20 km a partir daqui morrerem nos últimos 10 anos 124 pessoas, sublinhou, destacando que “não há nenhuma estrada no país onde tenham morrido tantas pessoas”.

Por tudo isto, considerou, “é um embuste” que o Governo tenha anunciado obras de requalificação do IP3 no valor de 140 milhões de euros e que depois “nada aconteça”.

Paulo Rangel destacou ainda a “vergonha que é Coimbra e Viseu não terem uma ligação em autoestrada” e a “circunstância de ter havido o lançamento de um concurso em julho de 2018, com a adjudicação anunciada por Pedro Marques e entretanto nada aconteceu”.

O cabeça de lista social-democrata às europeias defendeu que a “degradação das estatísticas demonstram é a degradação dos cuidados, a negligência e a incúria”, resultado dos cortes e as cativações” do Governo PS que “mexem com a segurança de pessoas e bens”.

Já o PSD, disse, "tem uma agenda de segurança de pessoas e bens".





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