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Recuperação do tempo de serviço ainda preocupa professores

 

Joaquim Messias

Sindicato dos Professores da Zona Centro


 

Joaquim Messias defende turmas com menos alunos


 

Joaquim Messias fala sobre o período eleitoral


 

Francisco Almeida

Sindicato dos Professores da Região Centro


 

Francisco Almeida sublinha outros problemas nas escolas


 

Manuel António Pereira

Presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares


 

Manuel António Pereira aponta a falta de não-docentes em algumas escolas da região de Viseu


12-09-2019
 

A avaliação de desempenho e a recuperação do tempo de serviço dos professores continuam na agenda da classe docente, na altura em que arranca o novo ano letivo.

Joaquim Messias, do Sindicato dos Professores da Zona Centro, fez ao Jornal do Centro o ponto de situação, referindo que as preocupações da classe são as mesmas que marcaram o fecho do ano letivo anterior.

“Há uma parte do tempo de serviço que já foi recuperada, mas a grande fatia continua sem estar resolvida. E é esse tempo de serviço, na sua totalidade de cerca de seis anos, que nós queremos ver resolvido e recuperado”, disse o sindicalista.

Quanto à avaliação de desempenho, Joaquim Messias referiu que ainda persistem alguns problemas e que quer que essas questões sejam também resolvidas ao longo deste ano.

O sindicalista defende ainda a existência de turmas com menos alunos, uma medida que, segundo o próprio, reduz o número de professores sem colocação.

“O ano foi marcado por uma colocação mais atempada do que nos anos anteriores. Desde 16 de julho, os professores já conhecem as suas colocações. No entanto, ainda há muitos docentes no quadro e muitos professores contratados que não sabem quando é que vão ter uma escola, e isso nos preocupa”, sustentou.

“Sem alunos, não há lugares. Mas também há situações que temos de resolver, como a forma como as escolas estão organizadas”, acrescentou.

Com as eleições legislativas em outubro e o consequente novo Governo, Joaquim Messias espera que as preocupações dos professores fiquem resolvidas.

“Este ano letivo é marcado pelas eleições no dia 6 de outubro. Após o ato eleitoral, com o Governo que venha a ser constituído e que saia das eleições, queremos dar início a um processo de reivindicação das situações que ainda não estão por resolver”, refere.

Joaquim Messias sublinha que o seu sindicato e a Federação Nacional de Educação apresentaram um roteiro para a legislatura, “que visa tentar resolver questões relacionadas com a qualidade das escolas, a forma como elas podem ensinar e a formação inicial de professores. O roteiro foi apresentado aos partidos e estamos na expetativa”.

Carga excessiva, carreira e tempo de serviço criam instabilidade

Já Francisco Almeida, do Sindicato dos Professores da Região Centro, sublinhou que os problemas de recuperação do tempo de serviço dos professores, da progressão de carreira e da carga excessiva de trabalho criam instabilidade nas escolas.

“Faltam contar seis anos, seis meses e 23 dias na carreira dos professores. Há professores que estão retidos na sua progressão, no quarto e no sexto escalão, há anos que estão bloqueados. Depois, há o resultado das trapacices do Ministério da Educação no que respeita à organização da carreira. Há colegas que foram ultrapassados por outros com menos tempo de serviço”, disse.

Francisco Almeida falou ainda da situação de “grande envelhecimento” que considera estar a atingir a profissão docente. “A esmagadora maioria já tem muito tempo de serviço. Somos o país da Europa com o corpo mais envelhecido. A própria organização dos horários continua a persistir a orientação que vinha do ano anterior, sobrecarrega os professores além das 35 horas semanas e tudo isto está a criar instabilidade no corpo docente”, opinou.

O sindicalista lembrou também da “falta generalizada” de trabalhadores não docentes e da necessidade de obras nas escolas que não sai do papel.

“Vão de promessa a promessa, mas não saem disso. Recordo-me da Escola Secundária de Castro Daire, onde a promessa já está feita mas as obras não aparecem feitas”, lamenta.

Para Francisco Almeida, estas situações prejudicam os alunos e as suas famílias no arranque de mais um ano letivo.

 

Ano letivo vai correr com tranquilidade, garante diretor escolar

Já o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares e diretor do Agrupamento de Escolas de Cinfães, Manuel António Pereira, considera que o novo ano letivo vai começar “tranquilo” e sem problemas com a colocação dos docentes.

O responsável realça o facto de as listas terem sido divulgadas duas semanas mais cedo do que o habitual, este ano, “o que permitiu às escolas, em tempo útil e oportuno, organizarem as suas vidas, determinando os serviços e horários e conhecendo os professores”.

“Uma boa parte dos problemas usuais no arranque de cada ano foi resolvida com uma colocação dos professores mais cedo. Os encarregados de educação podem estar tranquilos e as escolas vão abrir normalmente”, diz.

Contudo, Manuel António Pereira lembra ainda que faltam trabalhadores não-docentes em algumas escolas do distrito de Viseu. Segundo o diretor escolar, as escolas da região também precisam de novos computadores.





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