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Responsável do Centro de Biomassa de Viseu nega acusação de ambientalistas

por Redação

13 de Janeiro de 2020, 18:14

Foto Arquivo Jornal do Centro

Carlos Alegria exige que o Governo vá constatar o que é feito na unidade do Mundão

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O responsável pelo Centro de Biomassa de Viseu, Carlos Alegria, nega a acusação recentemente feita pela associação ambientalista Zero à unidade. Segundo os ambientalistas, o centro instalado na freguesia do Mundão está a queimar madeira de qualidade na produção de energia.

Por isso, a Zero exige a "suspensão imediata" dos subsídios à produção de energia elétrica a partir de biomassa em Viseu e também no centro de biomassa de Fundão. Em resposta, Carlos Alegria nega ao Jornal do Centro a acusação apontada pela associação.

“Do que nós temos, não temos nada [novo] de serrações. Aliás, as próprias serrações nos mandam muitas vezes a matéria-prima porque dizem que é madeira resinada, que é aquilo que, para quem pensa e vê de fora, é matéria que serve para as serrações. Mas ela não serve e é resinada, portanto as serrações não as querem porque não servem para fazer madeira. Temos isso e também infestantes, acácias e madeira queimada e pequena”, explica.

O responsável lamenta que a associação Zero não tenha entrado na central e aponta o dedo aos concorrentes no mercado.

“Já vi este filme em Oliveira de Azeméis, com a Portucel. Como há ali uma outra central, têm de andar a dizer mal do parceiro ao lado, que seria caso para dizer ‘estamos a consumir porque é para consumir’. Como a outra central consume o dobro, está tudo preocupado porque há falha de biomassa. Se quiserem, podem visitar a central, porque está aberta”, diz.

Carlos Alegria exige ainda que o Governo vá constatar o que é feito na central de Viseu e verificar a madeira que é guardada naquela unidade.

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