A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

Rota Final: ex-autarcas de Lamego e Armamar arguidos

12-06-2019
 

Os ex-presidentes das Câmaras de Lamego e Armamar (Francisco Lopes e Hernâni Almeida, respetivamente) e um funcionário da autarquia lamecense foram constituídos arguidos, no âmbito da operação Rota Final, da Polícia Judiciária (PJ). O ex-presidente da Câmara da Guarda, o histórico social-democrata Álvaro Amaro, e um administrador da empresa Transdev são outros dos arguidos neste caso.

Esta operação investiga um alegado esquema fraudulento de viciação de procedimentos de contratação pública com contratos ligados a transportes públicos, em que estão visadas 18 autarquias das regiões Norte e Centro e a Transdev.

A Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra tinha adiantado em comunicado que foram constituídos quatro arguidos. A PJ refere que a operação Rota Final visa suspeitas de crimes de corrupção, participação económica em negócio, tráfico de influências, prevaricação e abuso de poder.

Ao longo desta quarta-feira (12 de junho), entre as autarquias alvo de buscas, a PJ passou pelas câmaras de Lamego, Moimenta da Beira, Cinfães, Armamar e Tarouca.

A operação policial incluiu também buscas em entidades públicas e empresas, sendo realizadas pela Diretoria do Norte da PJ, com o apoio de vários departamentos de investigação criminal e da Diretoria do Centro, no âmbito de um inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Coimbra.

Ao todo, foram 50 as buscas realizadas, envolvendo 200 elementos da PJ - inspetores, peritos informáticos, peritos financeiros e contabilísticos.

“Mediante atuação concertada de quadros dirigentes de empresa de transporte público, de grande implementação em território nacional com intervenção de ex-autarcas a título de consultores, beneficiando dos conhecimentos destes, terão sido influenciadas decisões a nível autárquico com favorecimento na celebração de contratos públicos de prestação de serviços de transporte, excluindo-se das regras de concorrência, atribuição de compensação financeira indevida e prejuízo para o erário público”, afirma a PJ, em comunicado a propósito deste caso.

Também no recrutamento de funcionários se terão verificado situações de favorecimento, ainda segundo a PJ.

A investigação prossegue “para determinação de todas as condutas criminosas, seu alcance e respetivos agentes”, esclarece a polícia.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT