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Secção dos Bombeiros de S. João do Monte já tem 25 anos

Edição de 21 de junho de 2019
23-06-2019
 

Num local ermo da encosta da Serra do Caramulo, há um quarto de século, a direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vale de Besteiros decidiu criar a 20 quilómetros de distância do Quartel-Sede, a Secção de Bombeiros de S. João do Monte.

Carlos Amaral, presidente da direção, explica que a Secção surge como a “primeira linha de uma frente de combate a incêndios florestais, entre outras missões de socorro, que fica muito distante e isolada, com uma mancha florestal a perder de vista”.

A Secção dos Bombeiros de S. João do Monte presta hoje um serviço de proximidade que abrange uma grande franja, tanto florestal, como de pequenos povoados, incluindo a povoação do Caramulo que “tem muitos lares, muitas pessoas com grande dificuldade de locomoção e, portanto, acaba por ser ali uma grande mais-valia a essa população que tendencialmente se encontra mais isolada”.

Atualmente, a Secção de S. João do Monte abrange um território de grande amplitude pertencente à União de Freguesias de S. João de Monte e Mosteirinho, que “em termos de área é superior a todo o concelho de Santa Comba Dão”. “Isto dá para perceber qual é a dimensão da área que abrange”, frisou Carlos Amaral.

Quanto às necessidades da Secção de Bombeiros de S. João do Monte, o presidente dos Bombeiros de Vale de Besteiros refere que as lacunas existentes reflectem-se ao nível dos equipamentos, de meios para apoio em termos de combate aos incênios florestais, dada a dimensão da mancha florestal que existe.

Em termos de recursos humanos, o presidente congratula-se com facto de ter uma escola de bombeiros com 13 jovens elementos a juntar aos 11 que constituem este Corpo de Voluntários de S. João do Monte, num total de 24 elementos, em que os mais velhos têm ajudado a acompanhar o crescimento desta secção avançada.

Quanto a meios de socorro e combate a fogos florestais, a Secção de Bombeiros de S. João do Monte possui atualmente um Veículo Florestal de Combate a Incêndios (VFCI) médio; um Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios (VLCI); um Veículo Florestal de Combate a Incêndios pesado; um Veículo Rural de Combate a Incêndios (VRCI) e temos uma ambulância de socorro para acidentes, “tudo equipamentos que já têm muitos anos e muito desgaste no trabalho e nas missões em que têm participado e à excepção do Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios (VLCI), todos os outros precisavam de ser substituídos” admitiu Carlos Amaral.

“Estamos com viaturas muito antigas, obsoletas e ultrapassadas, uma delas é da década de 70, outras da década de 80, que já não oferecem grande segurança, mas que vão remediando na ação que desenvolvem no terreno, embora seja essa a nossa maior dificuldade em termos operacionais”, sustentou.

“Se tivessemos que adquirir todas as viaturas que são necessárias substituir, à excepção do Veículo Ligeiro de Combate a Incêndios (VLCI) que apesar de já ter alguns anitos, ainda cumpre as suas funções, estaremos a falar de um investimento, entre os 350 mil e os 400 mil euros para renovar o parque de viaturas”, frisou Carlos Amaral.





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