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Sernancelhe: "Família" bombeira precisa de mais voluntários

Edição de 9 de março de 2018
13-03-2018
 

A falta de voluntários é a principal dificuldade que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sernancelhe, fundada há 60 anos, enfrenta nos dias que correm. O problema é comum a várias corporações do interior do país.

O corpo ativo é formado por 50 operacionais. Há uma década eram cerca de 65 os voluntários que alinhavam na instituição. Quase todos os anos há voluntários a entregar a farda, mas também há gente que entra. O comandante da corporação, Luís Fonseca, garante que o efetivo se tem mantido estável no últimos seis anos e que a meia centena de operacionais “cumpre os serviços mínimos obrigatórios”. A grande dificuldade, conta, é a falta de pessoas. “Cada vez há menos gente no interior. Há cada vez menos nascimentos e as pessoas vão para o litoral”, lamenta, acrescentando que para inverter este cenário são precisos incentivos.

Em Sernancelhe, o comando e os dirigentes estão sempre a tentar recrutar e levar os mais novos para a “família” dos bombeiros, que descrevem como um grupo “unido”, mas nem sempre é fácil atrair os jovens porque estes “têm cada vez mais opções” e muitas vezes pensam que “vão apanhar uma seca”. Não baixar os braços e mostrar o que é verdadeiramente o voluntariado e o amor à causa são as palavras chaves nesta tarefa para esta e muitas corporações da região e pelo país fora.

“Às vezes um simples obrigado chegava”
Nem sempre este é um trabalho fácil. Os bombeiros de Sernancelhe sentem-se muitas injustiçados pela população que socorrem. “Há muita população que nos trata mal e que acham que somos obrigados…muitas vezes têm ideia que os bombeiros ganham mundos e fundos e às vezes um simples obrigado chegava”, afirma Luís Fonseca.

“Trabalho”, “muito sacrifício”, “muita dedicação” são estas as palavras que o comandante dos voluntários de Sernancelhe utilizada para descrever o que representam estes 60 anos da instituição. O responsável refere-se a tudo o que os atuais bombeiros fazem pela casa, mas também dos que por lá passaram e que cumpriram a sua missão “muitas vezes com más respostas e maus agradecimentos”.

Nova viatura
A falta de voluntários é o único problema com que a Associação Humanitária se debate. Com instalações novas, as preocupações ao nível operacional são poucas. Ao nível do parque automóvel, apenas dava jeito um novo veículo ligeiro de combate a incêndios, para substituir um antigo. A corporação candidatou-se aos fundos comunitários, mas não viu aceite a compra da viatura. A esperança reside agora no município que todos os anos tem oferecido aos bombeiros um carro.





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