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Sessenta dias para quem quiser ficar com carreira aérea de Viseu

Viseu, carreira aérea, Governo
05-12-2018
 

O novo contrato de concessão da carreira aérea que tem paragem em Viseu vai ser alargado para quatro anos, com o objetivo de dar mais estabilidade à ligação, segundo afirmou esta quarta-feira (5 de dezembro) o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques.

O governante deslocou-se a Bragança, o início da carreira que passa ainda por Vila Real, Tires e Portimão, para anunciar que o concurso público para a nova concessão está aberto, com a publicação, na terça-feira (dia 4), em Diário da República das condições do mesmo.

A atual concessão de três anos termina a 22 de dezembro e o Governo está a negociar com a operadora, a Sevenair, um ajuste direto para manter os voos neste período de transição até à conclusão do processo para a nova concessão.

O ministro explicou que este concurso só foi aberto depois de o Governo português obter a definição das condições por parte da Comissão Europeia.

A boa notícia, segundo Pedro Marques, “é que, ao contrário de outras situações do passado, é aberto antes do final da concessão” e estão em curso as “negociações com a atual concessionária, para fazer este período de transição até à conclusão do concurso, através do ajuste direto”.

As operadoras interessadas em fazer esta ligação têm 60 dias para apresentar propostas.

O ministro deslocou-se a Bragança de automóvel, num dia complicado para os voos devido ao nevoeiro, para dizer que o concurso está lançado e “acrescenta em relação à situação atual”.

“Acrescenta um ano àquilo que é a duração do serviço, permitirá, espero, que mais empresas concorram, permite-nos também dizer aos cidadãos que utilizam esta carreira aérea que a ligação é para manter e por um período largo de tempo”, declarou.

Bragança tem voos com Lisboa continuamente desde 1997. A ligação foi interrompida entre 2012 e 2015, por decisão do anterior Governo, que o ministro considerou não ter sido “boa para a utilização” desta carreira.

“Nós chegamos a ter taxas de utilização abaixo dos 50% quando a carreira foi retomada, nomeadamente no ano de 2016, e isso tem a ver obviamente com o facto de ter deixado de estar disponível durante três anos”, indicou.

A ligação não é possível sem apoio público e, segundo o ministro, “é para isso que também serve a política pública, os nossos impostos, para promover a coesão territorial”.

O novo contrato garantirá à operadora vencedora um montante de dez milhões de euros durante os quatro anos de subvenção pelo serviço público, um valor que sobe em relação aos sete milhões do contrato atual, devido ao aumento de um ano na concessão.

Nos últimos dois anos, a taxa de ocupação da aeronave com 19 lugares subiu para perto de 80%, segundo os dados avançados.

O ministro explicou que não houve alterações no novo concurso, porque defende que é preciso “promover a utilização de outras infraestruturas aeroportuárias” e devido “ao próprio congestionamento do aeroporto da Portela, que não convidaria a esse tipo de ligação”.





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