A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
 
        

Simulacro de incêndio arranca com sino a tocar a rebate em S. Miguel do Mato

Vouzela, S. Miguel do Mato, simulacro
 

Rui Ladeira

Presidente da Câmara Municipal de Vouzela


 

Rui Ladeira diz que Vouzela está mais preocupada com a segurança depois dos incêndios de outubro


15-05-2018
 

A localidade de Vilar, na freguesia de S. Miguel do Mato em Vouzela, vai receber esta quarta-feira (16 de maio) o primeiro exercício do programa “Aldeia Segura” no distrito.

A iniciativa foi lançada pelo Governo, com o apoio das autarquias e juntas de freguesia, e vai realizar o exercício numa das poucas freguesias vouzelenses que não foram atingidas pelas chamas de outubro do ano passado.

O simulacro em Vilar visa testar a resposta da aldeia em caso de fogo e contará com a presença de vários agentes municipais e distritais da Proteção Civil, estando previsto para começar às 09h30. O presidente da Câmara de Vouzela, Rui Ladeira, revela que o toque do sino da capela vai arrancar com o exercício.

“O sino vai ser acionado por um líder local que está referenciado e outros populares que terão a missão de garantir que nos vários pontos da aldeia, as pessoas estejam concentradas e não ficam em casa”, avança acrescentando que a Associação Cultural e Recreativa de Vilar também vai servir como ponto de encontro.

O autarca refere que o simulacro será seguido de perto pelas autoridades que acompanharão de perto a movimentação das pessoas e seguir os passos de combate. “A Proteção Civil municipal, as forças de segurança e os bombeiros vão poder criar a concentração e garantir a segurança das populações e saber quais são os métodos corretos de atuação em caso de urgência”, sublinha.

Vouzela mais atenta à segurança depois dos fogos de outubro
Sete meses depois dos trágicos incêndios que assolaram Vouzela, Rui Ladeira acredita que a população local está mais atenta à questão da segurança. “Não tenho dúvida nenhuma porque as pessoas perceberam a calamidade e a catástrofe que se verificou no concelho, inclusive com a perda de vidas humanas, e estão muito preocupadas”, diz.

Apesar do reforço das medidas de prevenção, o presidente do município admite que a recente operação de limpeza dos terrenos foi uma iniciativa que não correu da melhor forma, mesmo com a vigilância e a divulgação que implicou na região.

“As pessoas têm informação em tempo útil e a oportunidade de receber muita formação. Devia ter sido com mais tempo e as pessoas estão, por medo, a cortar árvores que não deviam ser cortadas e a aumentar o problema”, lamenta.






  • 2002 - 2018 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT