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Viseu com sanitários públicos para cães

Edição de 20 de setembro de 2019
20-09-2019
 

Os cães de Viseu vão ter uma casa de banho no Parque Aquilino Ribeiro. A obra, cujo o investimento não foi revelado pela Câmara Municipal, ainda não foi inaugurada e encontra-se vedada. Uma equipa do Jornal do Centro foi perceber como vai funcionar o espaço. “O funcionamento é bastante simples”, começa por dizer Nelson Loureiro, veterinário de Viseu, que diz acreditar que este espaço pode ser útil a donos e animais do centro da cidade.

“O local em que será mais fácil levar o cão é o poste central, um bebedouro, há um botão para acionar a água e vai permitir que o animal se refresque e beba água”. Do lado direito é o sítio para o cão urinar e, “apesar de ter um aspeto muito metálico e moderno que os cães não apreciam muito”, o veterinário confia que “a partir do momento em que algum cão começar a marcar território é, seguramente fácil, os outros irem lá também urinar”, refere.

Dos três componentes do quarto de banho canino, que estão uns ao lado dos outros, o sítio que, à partida, vai ser mais complicado levar o cão a utilizar é o repositório de fezes. “Há uma alavanca que levanta uma tampa e, depois, o objetivo é fazer com que o cão esteja exatamente no local que é bastante pequeno. Parece-me muito complicado, sobretudo se forem cães pequenos. No entanto, se os animais forem grandes continua a não ser fácil porque não é um local onde estejam muito confortáveis”, refere Nelson Loureiro que assinala, no entanto, ser fácil o processo de limpeza deste local. 

A crescente preocupação com os animais

Nelson Loureiro é veterinário há dez anos e tem notado que a cidade de Viseu cada vez mais se preocupa com os animais de estimação. “Tenho dois cães e um gato e, sobretudo no que diz respeito aos cães, os locais que frequento estão mais preparados para receber os animais”.

Enquanto olha para um caixote do lixo especialmente vocacionado para o depósito de dejetos de animais, Nelson Loureiro diz acreditar que Viseu acolhe melhor os animais. “Há vários exemplos, cada vez mais há locais com postes a identificar onde se pode apanhar e deixar os dejetos dos animais.

Significa que há vontade de que os parques estejam limpos e aceitar bem os cães, sobretudo de há três anos para cá”, reforça. Se os cães estão agora a receber mais atenção, os donos dos gatos, recentemente, viram-se obrigados a colocar chip em todos os felinos. “É uma questão mais legal que vai permitir ser mais fácil a identificação desses animais”, exemplifica.





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