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Viseu Económico: Os cluster das TICE em debate na Associação Comercial

Viseu Económico, TICE
08-06-2018
 

 

José Maria Covelo: Diretor da PSA Mangualde lamenta atraso no projeto 4.0

Na conferência Viseu Económico, o diretor da PSA de Mangualde, José Maria Castro Covelo, queixou-se do tempo que demorou a assinar o projeto INDTECH 4.0 que levou para Mangualde 10 milhões de euros. “Foi um projeto de três anos, com um orçamento global de 10 milhões de euros, que foi assinado há uns meses. Demoramos praticamente dois anos a assinar. A administração em Portugal é muito lenta, não anda à velocidade da industria”, desabafou.

Segundo Castro Covelo, este investimento vai tornar a fábrica de Mangualde mais digital. O objetivo passa ainda por tornar a unidade da região como a mais importante do grupo automóvel francês. “Todos os parceiros das diferentes tecnologias que envolvem o projeto, a robótica inteligente, os sistemas avançados de movimentação, com o objetivo de tornar isto uma fábrica digital. Um projeto que vai permitir que Mangualde, dentro de 10 a 15 anos, seja a primeira fábrica [em termos de produção]”.

O responsável falou ainda da escassez de mão de obra qualificada na região. “Estamos com muita dificuldade nas competências técnicas, na mão de obra também não está a ser fácil, temos trabalhado muito nisto”, disse.

 

Sérgio Pereira: Falta de mão de obra qualificada compromete crescimento da Softinsa em Viseu

O diretor geral da Softinsa Portugal foi um dos oradores da conferência. Sérgio Pereira aproveitou para deixar o alerta de que a falta de mão de obra qualificada na região compromete o funcionamento do centro de competências de Viseu da Softinsa, empresa do grupo IBM. “Precisamos de um determinado número de profissionais com um conjunto de valências. Se não fizermos uma enorme aposta ligada às universidades podemos matar aquilo que estamos aqui a criar. Nós precisamos de crescer”, disse.

Sérgio Pereira garantiu que a empresa tem ambição mas é preciso mão-de-obra. “A minha ambição é que Viseu possa ter 300 ou 500 pessoas no grupo IBM mas isso só acontecerá se tivermos condições. Todos os dias estamos com uma pressão tremenda para entregar serviço com qualidade aos nossos clientes e não podemos dar-nos ao luxo de não o fazer e por isso a qualidade dos recursos é essencial”, afirmou.

O Centro de competências da Softinsa abriu portas em Viseu em 2016, emprega já mais de 100 pessoas e funciona de forma diferente de outras valências do grupo. “A criação do nosso centro foi muito importante para a região, mas também tem sido muito importante para os clientes e para um determinado conjunto de áreas onde temos apostado. Ao contrário do centro de Tomar, em Viseu optamos por apostar não em dois ou três grandes projeto mas numa multiplicidade de pequenos projetos. Temos 100 pessoas a colaborar e cada projeto tem cerca de sete pessoas”, explicou o diretor geral da Softinsa Portugal.

 

Ana Abrunhosa: “Vão abrir candidaturas para o ‘cluster’ das TICE”

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro deixou o alerta de que nas próximas semanas “vão abrir candidaturas para o ‘cluster’ das TICE. Ana Abrunhosa marcou também presença na Conferência “Viseu Económico” e lembrou que no último ano vários “cluster” da região foram considerados de excelência, ainda que sem receberem o respetivo apoio financeiro. 

Por outro lado, Ana Abrunhosa destacou alguns números dizendo que o programa Portugal 2020, no que diz respeito à internacionalização, já apoiou quatro mil empresas na região centro e que já foram entregues 1500 milhões de euros. A nível nacional foram apoiadas 12.626 empresas.
A responsável defendeu ainda que trabalhar em rede é uma mais-valia na criação de projetos e sobretudo para se conseguir “entrar nas redes internacionais”.

 

Almeida Henriques: “Viver no interior não é uma fatalidade”

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, sublinhou a importância do ‘cluster’ das TICE (Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica), lembrando o investimento que a autarquia tem feito nessa área, ainda que esteja no início. Frisando que “viver no interior não é uma fatalidade”.

Para o autarca é preciso “captar mão de obra qualificada” e pensar para além da criação de fábricas, defendendo que dessa forma “os jovens poderem ganhar mais que o salário mínimo, o que permitiria um maior poder de compra na sua cidade”. Para além de que, afirma, “não podemos secar os concelhos à volta, temos que pensar na região”.

 

João Cotta defende criação de conselho regional das TICE

Criar um conselho regional de Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica (TICE) foi a ideia defendida por João Cotta, presidente do Conselho Empresarial da Região de Viseu. "Viseu está no caminho certo e por isso sugiro a que todos os que fazem parte deste negócio, desta atividade das TICE, possam avançar com a criação de um Conselho regional das TICE em Viseu, que reúna empresas e instituições de ensino interessadas neste setor e ainda o poder político autárquico. O objetivo é "melhorar a comunicação entre as instituições, explorar as suas complementaridades e criar um valor para a região e população de Viseu", afirmou.

Na abertura das Conferências “Viseu Económico”, o responsável defendeu que as TICE têm um grande poder de criação, ajudando a “aumentar a produtividade e a atrair investimento”. Acrescentando que “ajuda à deslocalização das empresas”, apelando assim a que se instalem na região.

 

Gualter Mirandez: As TICE ajudarão Viseu a destacar-se no país

O vice-presidente do Conselho Empresarial da Região de Viseu (CERV), Gualter Mirandez, considera que o cluster da TICE que está a ser criado na região é “extremamente interessante e muito importante”, porque “é uma área diferenciadora” que vai ajudar Viseu a afirmar-se “em relação ao resto do país” pela qualidade e inovação.

O responsável sublinha ainda que este setor, que está ainda a nascer, já está consolidado, destacando a qualidade das empresas já instaladas numa região “carente de empregabilidade com qualidade”.

 

Manuel Leitão apresenta projeto inovador em Viseu 

A Compta está a testar em Viseu um projeto inédito no país em que usa um camião que pesa o lixo contentor a contentor. A ideia é ver ao “nível de peso onde estão a ser produzidos os resíduos”. “É o primeiro caso em Portugal que tem um camião a medir peso contentor a contentor”, revelou esta sexta-feira na Conferência Viseu Económico Manuel Leitão, da Compta.

A plataforma da empresa está a ser desenvolvida em parceria com a Ferrovial e a IBM e vai, segundo as palavras de Manuel Leitão, permitir a Viseu “ser mais inteligente no modo como aproveita a informação” sobre o lixo produzido pelos habitantes. “São muitas toneladas produzidas e nós vamos ajudar a mudar comportamentos”, explicou.

 

Rita Cordovil sublinha a importância do cliente e da “fidelização”

Instalada em Viseu, a Bizdirect desenvolve atualmente software para 15 países, em todo o mundo. Na sua intervenção falou sobre a fidelização, conceito que tem desenvolvido no centro de Viseu e de como o cliente é, e tem que ser, o foco de atenção das empresas. Para Rita Cordovil, o conceito da fidelização, "de pensar maior, é algo que tem que estar presente em todos os setores". A Bizdirect tem como principais clientes o Continente, a Prio, Grupo Pestana, entre outros. 

 

Alfredo Simões e os desafios no ensino

O professor do Instituto Politécnico de Viseu, Alfredo Simões apresentou vário desafios que passam por recuperar e acelerar o crescimento do ensino superior; promover e valorizar o percurso escolar dos jovens do ensino secundário; continuar a melhorar o ensino superior na região, sublinhando que na região os alunos têm melhores condições na relação com as novas tecnologias, comparativamente ao resto do país; apela a que se consiga atrair mais jovens para o ensino superior; que se valorize percursos de vida de desempregados e defendeu uma estratégia regional baseada no conhecimento e na inovação.

 

Vasco Lagarto e o projeto TICE.PT

Ligado às TICE (Tecnologias de Informação, Comunicação e Electrónica) desde 2009, Vasco Lagarto foi um dos oradores da conferência onde apresentou o projeto TICE.PT, do qual é diretor executivo. Sediado em Aveiro, este é um projeto que pretende alavancar estratégias em rede, entre empresas e centros de I&D, com o objetivo de exportar e criar valor nos produtos nacionais.

 

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Fotos: Igor Ferreira

 

 





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