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Viseu recebe primeiro Centro de Apoio à Integração de Migrantes num politécnico

09-08-2019
 

O Instituto Politécnico de Viseu vai ter a partir desta sexta-feira (9 de agosto) um Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), o primeiro em Portugal num politécnico, anunciou a secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade.

“Este CLAIM é o primeiro num instituto politécnico e o segundo numa instituição de ensino superior, depois de ter aberto já este ano na Universidade de Aveiro, num universo de 102 centros locais que agora existem no país”, disse Rosa Monteiro.

A governante destacou esta presença no Politécnico de Viseu pelo “trabalho reconhecido a nível nacional na investigação e intervenção na zona e na área das populações migrantes e nas questões da interculturalidade” nos últimos anos.

“Tem a ver, também, com a própria estratégia de internacionalização das instituições de ensino e, por exemplo, o Politécnico de Viseu tem 250 estudantes estrangeiros e a nível nacional são cerca de 42 mil”, referiu.

Segundo Rosa Monteiro, trata-se de um número que “aumenta de ano para ano e Viseu não é diferente”, explicou Rosa Monteiro, adiantando que o concelho de Viseu tem “47% (por cento) dos estrangeiros que vivem no distrito”.

“No distrito são 4.339 e, em Viseu, são 2.031, isto significa que 2% da população reside no concelho e a média em Portugal é 4,7%, ou seja, percentualmente há menos emigrantes no concelho de Viseu do que a média nacional”, apontou.

O presidente do Instituto Politécnico de Viseu, João Monney Paiva, adiantou que começou por criar um grupo de missão no Politécnico de Viseu “para ajudar os estudantes estrangeiros que aqui chegavam a terem melhores condições de acolhimento, a mostrar que estamos recetivos a conhecer a cultura deles”.

Além de um aumento de estudantes estrangeiros, aumentou a diversidade da sua origem, que inclui os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, Timor Leste ou China.

“Deixaram de ser estudantes soltos para serem grupos organizados, através de agências, como é o caso da China e outros países, o que também nos obrigou a criar soluções e estratégias de um melhor acolhimento, porque as culturas são muito diferentes e é preciso percebê-las, para uma melhor aceitação”, acrescentou.

Para João Monney Paiva, com a criação do CLAIM “a integração dos alunos vai ser facilitada e vai ajudar outros migrantes que cheguem à região, com informação e outras mais-valias que podem ajudar os imigrantes na sua chegada a Viseu”.

Na inauguração do CLAIM, agendada para as 11h30, será assinado o acordo de cooperação entre este politécnico e o Alto Comissariado para as Migrações, representado por Romualda Nunes Fernandes, numa cerimónia na qual se prevê a presença da secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade.





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