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Atual POSEUR é o "menos amigo dos municípios" e o “mais partidarizado”

por Redação

01 de outubro de 2020, 16:48

Foto Arquivo Jornal do Centro

“Chega de instrumentalização da máquina do Estado”, avisa presidente da Câmara de Viseu

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O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques (PSD), considerou esta quinta-feira (1 de outubro) que o atual ciclo do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) é o “menos amigo dos municípios” e o “mais partidarizado”.

Em declarações aos jornalistas no final da reunião de Câmara, Almeida Henriques lamentou que o seu município esteja há quatro anos à espera de um convite do Governo para que, no âmbito do POSEUR, possa contratar uma obra, que seria a Estação de Tratamento de Águas Residuais de Silgueiros.

“Temos o projeto pronto e preparado o concurso, à espera do cumprimento de uma promessa que este Governo nos fez”, afirmou.

Almeida Henriques disse ter constatado que os projetos dos municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões que foram apoiados no âmbito do POSEUR por convite têm uma característica em comum.

“Todos foram aprovados em municípios socialistas. Isto é muito grave, porque mesmo em Castro Daire (governado por uma câmara PSD), o projeto aprovado já vinha do mandato anterior”, ou seja, da altura em que o município era socialista, referiu.

Na sua opinião, é “coincidência a mais que, no meio de 14 municípios da CIM Viseu Dão Lafões, os únicos projetos aprovados tenham sido 15, por convite, a municípios do PS, quando todos os municípios precisam de investir nestas áreas de saneamento”.

Neste âmbito, Almeida Henriques perguntou se “o critério partidário deve estar em cima da mesa quando se aprovam projetos para os municípios” e se “não há aqui uma manifesta situação de tratamento desigual para os municípios que, não sendo socialistas, não viram nenhum convite lançado para obras que tinham identificado”.

No caso de Viseu, o autarca disse que todos os investimentos feitos nos últimos anos nesta área têm sido “à custa do esforço da autarquia”.

“Chega de instrumentalização da máquina do Estado”, frisou.

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