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Certificação das máscaras que Câmara de Viseu deu aos alunos em dúvida

por Redação

01 de outubro de 2020, 16:22

Foto Arquivo Jornal do Centro

Vereadora da educação na autarquia garante que as máscaras têm certificação de Espanha, onde foram produzidas, mas adianta já ter pedido mais esclarecimentos aos serviços municipais

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Os vereadores do PS na Câmara de Viseu acusam a autarquia de ter distribuído, aos alunos do primeiro ciclo do concelho, máscaras que não estão devidamente certificadas. A denúncia foi feita esta quinta-feira (1 de outubro) pela vereadora Lúcia Silva.

A socialista fala de um caso preocupante em tempos de pandemia, tendo resolvido dar o “alerta” à maioria.

“Nós estamos a dar máscaras oferecidas às crianças e estas máscaras não estão certificadas. Não sabemos quem as produziu. Não têm identificação, nem clip metálico para ficar mais segura [a máscara]. A nível da respiração, é insustentável. As crianças sentem-se ofegantes com este tipo de material. Manifestamos a nossa preocupação nesse sentido e deixamos aqui este alerta. Temos de dar proteção às crianças”, diz.

Lúcia Silva lamenta também que nem todas as crianças tenham já recebido o kit oferecido pela Câmara no regresso das aulas.

Em resposta, a vereadora da Educação na Câmara de Viseu afasta qualquer polémica com a questão das máscaras que foram distribuídas aos cerca de três mil alunos do primeiro ciclo. Cristina Brasete garante que as máscaras estão certificadas.

“A empresa que nos forneceu as máscaras, que foram compradas com o kit escolar, apresentou-nos certificações que, segundo os nossos técnicos, são internacionais. Estão certificados internacionalmente, mas não o são pelo CITEVE, porque, pelos vistos, não foram compradas em Portugal”, assegurou em declarações aos jornalistas.

As máscaras têm certificação de Espanha, onde foram produzidas, acrescenta Cristina Brasete. Ainda assim, a vereadora refere que já pediu mais esclarecimentos aos serviços municipais.

A responsável pela pasta da Educação na autarquia viseense diz que o arame não existe nas máscaras porque, diz, as crianças não o necessitam nas máscaras.

“A falta de arame foi uma das coisas que vimos logo no início e prende-se com o facto de serem máscaras para criança e de tamanho reduzido. O arame não daria para adaptação a todos os tamanhos e essa foi a explicação que nos deram”, esclarece. 

 

Há alunos que se levantam às 6h00 para irem de autocarro para a escola, denuncia PS

Além da polémica com as máscaras, Lúcia Silva aponta ainda o dedo à autarquia por não ter adaptado as passagens dos autocarros aos horários escolares.

A vereadora socialista refere o caso concreto de alunos oriundos da zona do Viso, “que fica a dois quilómetros do centro da cidade”. “Eles apanham um autocarro às 7h12 para chegarem às 8h20 à Escola Emídio Navarro. Se viessem a pé, certamente demoravam menos tempo. Não podemos ficar calados perante isto”, denuncia.

Lúcia Silva vai mais longe e refere que também há alunos “que se levantam às 6h00 da manhã para irem para as escolas”. “Estamos a falar de um concelho com 100 mil habitantes, da capital de um distrito e de uma cidade da qual temos muito orgulho, mas não podemos permitir que este tipo de coisas aconteçam”, conclui indignada com a situação.

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