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Coronavírus: Liga de Amigos do Hospital de Viseu entrega medicamentos a imunodeprimidos

por Redação

02 de Abril de 2020, 15:03

Foto Arquivo Jornal do Centro

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Os doentes imunodeprimidos da área de influência do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV) estão a receber a medicação em casa pela mão dos voluntários da Liga de Amigos daquela unidade, disse esta quinta-feira (2 de abril) o presidente desta instituição.

“São doentes de risco, imunodeprimidos. Têm entre 20 e 80 anos e não têm defesas no organismo. Por norma, a farmácia hospitalar fornece os medicamentos para o controlo quotidiano da doença e, neste momento, não devem ir ao hospital, por ordem médica, sob pena de ficarem piores”, justificou Fernando Bexiga.

O dirigente explicou que, perante a pandemia, ofereceram “disponibilidade à administração do centro hospitalar e eles solicitaram este serviço”, uma vez que “tinham dificuldade em fazer chegar os medicamentos a determinados doentes”.

Assim, desde o dia 20 de março que Fernando Bexiga começou a “circular pela cidade e arredores” - e também “em todo o distrito, e fora dele -, como, por exemplo, em Gouveia e Aguiar da Beira, no distrito da Guarda, mas que pertencem à área de influência” do CHTV.

“É difícil dizer a quantos doentes é que estamos a fazer entrega de medicamentos, mas são mais de uns 20 por dia e só começamos as entregas a partir das 14h30 e vamos até à noite e, infelizmente, nem sempre conseguimos entregar todos os medicamentos, é muito difícil”, admitiu.

A dificuldade é provocada pela distância percorrida entre as residências e “os milhares de quilómetros em poucos dias” confirmam que “tanto se vai à Serra de S. Macário como se atravessa para o outro lado do concelho e a seguir se vai a Gouveia e depois a Penalva do Castelo”.

“Muitas vezes não sabemos onde ficam os locais, onde é que as pessoas moram e depois entramos em aldeias onde não há referência nenhuma, não têm nomes de ruas, o GPS também não as encontra e temos de ligar às pessoas para nos guiarem até elas”, contou.

Também “não há ninguém nas ruas para ajudar e dar indicações”, adiantou, o que, “em condições normais, facilita muito o trabalho nas aldeias, mas, felizmente, o trabalho está dificultado nesta matéria, porque atravessam-se aldeias sem se ver vivalma, por estarem em casa em isolamento social”.

Com “todas as despesas por conta da Liga de Amigos e Voluntariado do CHTV, como o material de proteção individual e o gasóleo, porque enquanto a Liga puder o hospital não vai ser sobrecarregado”, Fernando Bexiga acrescentou que nos primeiros dias a distribuição foi feita na sua própria viatura.

“Atualmente, andamos duas equipas em dois carros que duas empresas em Viseu nos cederam gratuitamente o que, parecendo que não, é ótimo, porque é mais uma comparticipação da comunidade e só temos de agradecer às empresas que o fizeram”, enalteceu.

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