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Saúde

Covid-19: vacina será administrada nos centros de saúde e lares

por Redação

03 de dezembro de 2020, 19:23

Foto D.R.

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A primeira fase da vacinação contra a Covid-19 será administrada nos pontos de vacinação habituais dos centros de saúde, nos lares e unidades de cuidados continuados.

A vacina será também administrada aos profissionais de saúde e dos serviços essenciais no âmbito da medicina no trabalho.

Estes são os pontos de vacinação previstos na primeira versão do Plano de Vacinação de Combate à Covid-19, que foi apresentado esta quinta-feira (3 de dezembro) no Infarmed, em Lisboa, pelo coordenador da 'task-force' criada pelo Governo para esse trabalho, Francisco Ramos.

Para a primeira fase do plano de vacinação, que deverá decorrer entre janeiro e março de 2021, os pontos de vacinação foram definidos tendo em consideração os grupos prioritários no acesso à vacina: as pessoas com mais de 50 anos com patologias associadas, residentes e trabalhadores em lares, e profissionais de saúde e de serviços essenciais.

Por isso, a vacina será administrada nos cerca de 1.200 pontos de vacinação habituais dos centros de saúde, nos lares e unidades de cuidados continuados e no âmbito da medicina do trabalho para os profissionais dos serviços essenciais.

“O Serviço Nacional de Saúde tem uma experiência de 40 anos na administração do programa nacional de vacinação e, portanto, a nossa recomendação é exatamente que nos baseemos nessa experiência”, justificou Francisco Ramos, acrescentando que nos centros de saúde serão vacinados 400 mil das 950 mil pessoas prioritárias, isto é, aquelas com mais de 50 anos e comorbilidades associadas.

Entre as restantes, 250 mil pertencem ao grupo dos lares e 300 mil são profissionais - neste último caso serão responsáveis por administrar a vacina os respetivos serviços de medicina no trabalho.  

Para a segunda fase do plano de vacinação, em que os grupos prioritários serão alargados para incluir mais pessoas, a versão que foi hoje apresentada ainda não define os pontos para administrar a vacina, mas o coordenador da ‘task-force’ admite também aqui um alargamento da rede.

“Ainda não temos um plano concreto e detalhado, sabemos é que será precisa uma expansão da rede de pontos de vacinação, mas com critérios a definir conforme o calendário e ritmo de abastecimento de vacinas”, explicou Francisco Ramos.

O plano de vacinação prevê ainda estudos de seguimento clínico, acompanhamento da resposta imunitária e estudos de efetividade, um trabalho que está a ser coordenado com o Infarmed, e a monitorização da vacinação, através do robustecimento do registo de vacinas eletrónico.  

“Temos que saber em cada momento quem é que foi vacinado e sobretudo temos de ter a certeza que quem toma uma primeira dose fica imediatamente com uma segunda dose marcada e a garantia que é exatamente a mesma vacina. Não é admissível qualquer falha”, sublinhou o coordenador a propósito do trabalho de monitorização.

Será também criado um “sistema de chamada” para a marcação da vacinação, de modo a que os próprios serviços de saúde identifiquem as pessoas pertencentes aos grupos de risco prioritários, mas aquelas que, por falta de informação, não forem chamadas poderão aceder à vacina através de declaração médica.

A pandemia de Covid-19 provocou pelo menos 1.495.205 mortos resultantes de mais de 64,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 4.724 pessoas dos 307.618 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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